Arraial/PI

Descoberta arqueológica em Arraial: Fóssil de preguiça-gigante de 33 mil anos é identificado no município

A descoberta é considerada um marco para a paleontologia do estado, especialmente por ocorrer fora da região sudeste, onde esses registros são mais frequentes.

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O município de Arraial entrou definitivamente para o mapa das grandes descobertas científicas do Piauí. Uma pesquisa conduzida pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) identificou fósseis de uma preguiça-gigante (Eremotherium laurillardi) que habitou a região há aproximadamente 33 mil anos. 

A descoberta é considerada um marco para a paleontologia do estado, especialmente por ocorrer fora da região sudeste, onde esses registros são mais frequentes.

A PESQUISA

O estudo faz parte da dissertação de mestrado da pesquisadora Mariana Miranda de Sousa, sob orientação do professor Daniel Fortier, do campus de Floriano. 

Fóssil de preguiça-gigante de 33 mil anos é identificado no município - Reprodução/UFPIFóssil de preguiça-gigante de 33 mil anos é identificado no município - Reprodução/UFPIPara chegar à idade precisa do animal, os cientistas utilizaram a técnica de datação por carbono-14, com parte das análises sendo realizada em laboratórios especializados na Geórgia, nos Estados Unidos.

Além de identificar a espécie, a pesquisa revelou detalhes sobre o passado da região. Análises isotópicas indicaram que o animal se alimentava predominantemente de gramíneas, sugerindo que o clima e o ambiente de Arraial, no período Pleistoceno, eram bastante diferentes do cenário atual.

PRESERVAÇÃO E PATRIMÔNIO

A relevância do achado mobilizou a gestão municipal. A Prefeitura de Arraial informou que já está providenciando o tombamento oficial do material fóssil. Essa medida é fundamental para garantir que o patrimônio histórico e científico seja preservado, servindo de fonte de estudo para futuras gerações e fortalecendo a identidade cultural do município.

Com esse registro, Arraial contribui diretamente para o entendimento de como as mudanças climáticas e ambientais influenciaram a extinção da megafauna nas Américas, consolidando a importância de explorar novas áreas arqueológicas em solo piauiense.






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