Amado Batista foi condenado pela Justiça a pagar uma indenização de R$ 453.880 aos pais de uma criança de três anos que morreu afogada em uma de suas fazendas, em Goiás, em 2022. Os pais do menino trabalhavam como caseiros na propriedade e moravam no local com os dois filhos.
Segundo o processo, a família alegou ter pedido a instalação de grades de proteção ao redor da piscina logo após a contratação, já que as crianças não sabiam nadar. O gerente da fazenda e o cantor negam que tenham recebido qualquer solicitação nesse sentido.
O acidente aconteceu enquanto os pais estavam trabalhando. A mãe atuava como cozinheira em um evento na fazenda e o pai realizava um serviço no curral quando o menino caiu na piscina e se afogou.
Na sentença, o juiz entendeu que a maior responsabilidade pelo ocorrido é do empregador, já que os funcionários residiam na propriedade e estavam em serviço no momento da tragédia. Com isso, determinou o pagamento de R$ 453.880 por danos morais, sendo R$ 226.940 para o pai e R$ 226.940 para a mãe da criança.
Além da indenização, Amado Batista também foi condenado a pagar uma pensão mensal à família. O valor começará a ser pago a partir da data em que o menino completaria 14 anos. Até os 25 anos, a pensão corresponderá a dois terços de 70% do salário mínimo vigente.
Após essa idade, o benefício será reduzido para um terço de 70% do salário mínimo, permanecendo até a morte dos pais ou até a expectativa de vida que a criança teria, segundo os cálculos do IBGE. A defesa do cantor informou que pretende recorrer da decisão.