A defesa de Deolane Bezerra informou que continuará adotando medidas judiciais após o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negar um pedido de habeas corpus apresentado em favor da influenciadora. A informação foi confirmada pelo advogado Aury, que integra a equipe de defesa.
Em nota à qual o repórter Lucas Padula teve acesso, os advogados afirmam que receberam a decisão “com serenidade”, mas destacam que não concordam com o entendimento do tribunal e que seguirão defendendo os direitos da cliente.
HABEAS CORPUS NEGADO
Segundo a defesa, o habeas corpus não tinha como objetivo discutir o mérito do processo, mas garantir a prerrogativa de Deolane, por ser advogada, de permanecer em uma Sala de Estado-Maior ou em instalações compatíveis, conforme previsto no Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/1994).
Os representantes da influenciadora alegam que duas inspeções realizadas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apontaram que a cela onde ela está custodiada não atende às condições previstas na legislação. Apesar disso, o TJSP manteve o entendimento de negar o pedido.
Na nota, a defesa afirma que respeita a decisão da Justiça, mas ressalta que “não se conforma” com o resultado e continuará buscando o reconhecimento da prerrogativa e da liberdade de Deolane.
O comunicado também reforça que a influenciadora “sempre esteve à disposição da Justiça e seguirá colaborando com as autoridades”, além de afirmar que ela permanece confiante de que sua inocência será comprovada ao longo do processo. A defesa acrescenta que acredita que, ao final da ação, “todos os fatos serão devidamente esclarecidos”.
Relembre o caso
Deolane Bezerra foi presa preventivamente durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Desde então, a influenciadora nega qualquer irregularidade e afirma, por meio de seus advogados, que é inocente das acusações.
O pedido de habeas corpus analisado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo tratava apenas das condições em que ela deve permanecer presa, em razão de sua condição de advogada, e não da revogação da prisão preventiva ou do andamento da investigação. Com a decisão, a influenciadora permanece custodiada enquanto o processo segue em tramitação.