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Deolane Bezerra e mais seis são indiciados por lavar dinheiro para o PCC

Polícia civil indicia Deolane Bezerra e Marcola por lavagem de dinheiro na Operação Vérnix

A Polícia Civil finalizou o relatório final da Operação Vérnix nesta sexta-feira (29) e indiciou a influenciadora Deolane Bezerra, o chefe do Primeiro Comando da Capital, Marco Willian Herbas Camach, o Marcola, e mais cinco suspeitos pelos crimes de integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro. O indiciamento foi encaminhado à Justiça de São Paulo para análise.

Deolane Bezerra. Foto: Instagram

A advogada foi presa na manhã da quinta-feira (21), durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. As investigações apontam que o esquema de lavagem de dinheiro envolvia uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, que seria controlada pela cúpula da organização criminosa

Deolane Bezerra. Foto: Instagram

As investigações também identificaram novos elementos que, segundo a corporação, fortalecem os indícios de autoria e a materialidade dos crimes apurados.

Entre as medidas solicitadas estão o sequestro cautelar dos veículos apreendidos, a ampliação dos bloqueios patrimoniais e a custódia judicial das joias e relógios encontrados durante as diligências. A polícia ainda analisa os materiais apreendidos durante a ação e acredita que os itens podem levar a novas operações e identificação de outros envolvidos.

Deolane Bezerra. Foto: Instagram

Veja quem são os indiciados:

Créditos: Metrópoles

  • Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, irmão de Marcola: também detido no sistema federal, exercia controle direto sobre a transportadora e definia percentuais e destinação dos recursos por meio de sua filha. Conforme o relatório, Alejandro exercia liderança central no esquema, mesmo após o encarceramento.

  • Deolane Bezerra dos Santos: teria recebido repasses do esquema, atuava na lavagem de dinheiro do PCC e a polícia suspeita de que a influenciadora tenha arquitetado o plano de reformulação após a prisão de outros influenciadores também acusados de atuar em benefício da facção.

  • Everton de Souza (Player do PCC): identificado como um intermediador e operador financeiro do PCC, que atuaria na gestão de bens e na destinação de fluxos financeiros para a cúpula da facção, especificamente para Marcola e Alejandro.

  • Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola: filho de Alejandro, era beneficiário direto da lavagem de dinheiro. A quebra de sigilo revelou movimentação de cerca de R$ 746 mil em créditos efetivos, dos quais boa parte era proveniente de depósitos em espécie não identificados. Leonardo aparece em conversas como destinatário de repasses determinados pelo pai.

  • Marco Willians Herbas Camacho (Marcola): preso em uma penitenciária federal, é apontado como líder máximo do PCC e controlador da transportadora envolvida no esquema de lavagem de dinheiro.

  • Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola: filha de Alejandro, atuava como mensageira e gestora indireta da parte do patrimônio correspondente ao pai. Intermediava ordens da cúpula do PCC para os operadores do esquema com a transportadora, indicando contas bancárias, divisões percentuais e valores a serem pagos.

  • Eduardo Affonso Rodrigues: apontado como o contador do esquema, responsável por constituir e manter empresas de fachada para Deolane e Everton.