Ed Motta afirmou em depoimento à 15ª DP da Gávea, no Rio de Janeiro, que ficou “chateado e desprestigiado” após ser cobrado pela chamada taxa de rolha no restaurante Grado, no Jardim Botânico. O cantor também negou ter ofendido funcionários durante a confusão registrada no último dia 2 de maio.
Segundo informações obtidas pelo g1, o artista relatou ser cliente do restaurante há cerca de nove anos e disse que costuma levar vinhos próprios ao local. De acordo com Ed, em outras ocasiões a cobrança da taxa não teria acontecido, principalmente pelo alto consumo da mesa. Na noite da confusão, ele e os acompanhantes teriam levado sete garrafas de vinho.
A chamada taxa de rolha é uma cobrança feita por restaurantes quando clientes levam bebidas próprias para consumo no local. O valor costuma servir para compensar o serviço prestado, além do uso de taças e da estrutura do estabelecimento.
A delegada Daniela Terra informou que testemunhas indicadas por Ed Motta, incluindo pessoas que estavam com ele no restaurante, ainda serão ouvidas. O proprietário do estabelecimento e um homem acusado de arremessar uma garrafa também devem prestar depoimento.
O cantor ainda afirmou à polícia que não teve intenção de atingir ninguém ao arremessar uma cadeira durante o tumulto. Imagens registradas no local mostram o momento em que o objeto é lançado, sem ferir pessoas.
O caso passou a ser investigado após funcionários relatarem supostas ofensas xenofóbicas durante a discussão. Um barman afirmou que o cantor teria feito comentários ofensivos direcionados a nordestinos. Por isso, Ed Motta é investigado por injúria por preconceito, crime cuja pena pode variar de um a três anos de prisão.
Além do cantor, Nicholas Guedes Coppim também é investigado por lesão corporal após um soco e o lançamento de uma garrafa durante a confusão. Ed Motta compareceu à delegacia acompanhado de advogados e deixou o local sem falar com a imprensa.