Pedro Scooby está envolvido em uma disputa judicial contra uma empregada doméstica de Barra do Piraí. Josilene Graciano processa o surfista e seu irmão, João Vitor Vianna, alegando ter sido usada como “laranja” pelo pai dos dois, Alexandre Cosme Vianna, seu ex-patrão.
Na ação, Josilene afirma ter descoberto que era sócia de cinco empresas e que acumulava mais de R$ 1 milhão em cobranças e execuções judiciais, sem ter conhecimento da existência dos negócios.
Como o pai do surfista morreu em abril de 2024, seus herdeiros também foram incluídos no processo. Entre eles está Pedro Scooby, que afirmou não ter qualquer ligação com os fatos relatados na ação.
Segundo consta no processo, a trabalhadora assinou documentos acreditando que se tratavam de papéis relacionados ao vínculo empregatício. Ela trabalhou durante sete meses em uma fazenda da família de Alexandre, no município de Vassouras, no Rio de Janeiro.
Josilene descobriu a existência das empresas registradas em seu nome e dos bloqueios judiciais quando procurou acessar benefício por incapacidade temporária após sofrer um AVC.
A ação tramita na 1ª Vara da Comarca de Barra do Piraí e solicita a anulação dos atos societários, a exclusão do nome da trabalhadora dos registros das empresas e o pagamento de indenização por danos morais.
O processo também inclui como rés as empresas Agropecuária Viannas Ltda., Depósito e Distribuidora Puro Malte Ltda., Distribuidora de Bebidas Depósito Beer Ltda., J G Esquadrias e Instalação Ltda. e S M Marques Distribuidora e Cesta Básica.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Pedro Scooby afirmou que rompeu os laços com o pai ainda na adolescência e que nunca teve acesso ao patrimônio dele.
“Meu pai me abandonou quando eu tinha 15 anos. (...) Eu não tive nenhuma relação mais com meu pai. Se meu pai fez alguma coisa na vida dele, eu não tenho acesso. Nunca tive acesso às coisas dele. Nem depois que ele morreu eu tive acesso à herança dele. Inclusive eu abri mão da herança dele pela relação que eu tinha com ele. A minha vida sempre foi baseada na honestidade e no trabalho”, declarou Scooby.
O surfista também negou ter mantido qualquer sociedade com o pai.
“Nunca tive nada com o meu pai e também não tinha relação com ele desde os 15 anos. Então, se outras pessoas escolhem caminhos errados, isso não é comigo”, afirmou.
Até o momento, a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, que representa Josilene Graciano, e os advogados de Pedro Scooby não se pronunciaram sobre o caso.