Felca se pronunciou nesta terça-feira (24) nas redes sociais, após Hytalo Santos e Israel Vicente serem condenados pela Justiça da Paraíba por aliciamento de menores. O influenciador comemorou a decisão, divulgada neste sábado, que sentenciou Hytalo a 11 anos e 4 meses e Israel a 8 anos e 10 meses de prisão, após investigação sobre exploração de conteúdo infantil. A repercussão ocorre porque o caso ganhou dimensão nacional depois de um vídeo publicado por ele denunciando a situação.
Acusação e desdobramentos
"Hytalo Santos foi enfim condenado a 11 anos de prisão depois de investigação da denúncia de exploração de conteúdo infantil. O crédito é de cada um de vocês que acompanharam e deram atenção ao caso. A conscientização que fizemos importa", escreveu Felca. Em outra publicação, reforçou: “Nunca pare de denunciar, expor o que está errado, compartilhar informações e lutar pelo que acredita. Somos fortes e a justiça pode demorar, mas chega”.
As acusações ganharam repercussão nacional após a divulgação de um vídeo feito por Felca, no qual ele apontou a atuação de Hytalo e outros influenciadores na adultização de adolescentes em conteúdos publicados nas redes sociais. A gravação impulsionou debates sobre a exposição de menores na internet e levou o caso ao conhecimento de autoridades.
Hytalo e Israel, conhecido como Euro, foram presos em 15 de agosto, em uma casa alugada em Carapicuíba (SP). No momento da operação, oito pessoas estavam no imóvel, mas nenhum menor foi encontrado. Foram apreendidos oito celulares e um carro. "A respeito da condenação disponibilizada neste final de semana, é de fato procedente essa história", informou o advogado deles, Sean Kompier Abib, ontem, pelas redes sociais. O processo segue em segredo de Justiça.
Segundo o Ministério Público da Paraíba, os dois aliciaram crianças de famílias em situação de vulnerabilidade social em Cajazeiras (PB). De acordo com a acusação, os menores eram levados para João Pessoa, onde ficavam abrigados na casa dos investigados, com consentimento dos pais, que também foram responsabilizados na denúncia.
O órgão afirma que o casal teria cometido "múltiplas formas de exploração sexual" e que os jovens, chamados de "crias", eram exibidos "seminuas, com trajes sumários e provocativos". O Ministério Público do Trabalho da Paraíba pede indenização por dano moral coletivo de R$ 12 milhões, além de reparações individuais entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões às vítimas e medidas de proteção, como acompanhamento médico, psicológico e social.
O caso tramita sob sigilo. Segundo o Ministério Público, a medida visa proteger informações sensíveis "para que não haja indevida publicação das repugnantes situações de violência a crianças e adolescentes descritas nos autos, evitando-se a revitimização." Denúncias de violência contra crianças e adolescentes podem ser feitas pelo Disque 100, pelo 190 em casos flagrantes, na delegacia mais próxima, no Conselho Tutelar ou na Promotoria da Infância e Juventude.