A Globo fez uma das maiores mudanças em sua cúpula dos últimos dez anos. Nesta sexta-feira (04), três executivos deixaram o grupo: Manuel Belmar, diretor de Finanças e Estrutura; Manuel Falcão, de Marca e Comunicação Institucional; e Pedro Garcia, de Direitos Esportivos.
Nos bastidores, a expectativa é de que Amauri Soares, atual diretor-executivo da TV e dos Estúdios Globo, ganhe ainda mais espaço, com apoio do conselho de administração. As informações foram adiantadas pela coluna Outro Canal, da Folha de São Paulo.
Fernando Ramos, diretor-executivo de Parcerias Estratégicas de Distribuição, também pode ampliar sua atuação. A possibilidade de sua saída chegou a ser considerada, mas a tendência é que ele permaneça na empresa e assuma novas áreas.
A Copa do Mundo de 2026 teria sido o pivô da dança das cadeiras na emissora dos Marinho. Manuel Belmar e Pedro Garcia teriam sido responsabilizados por não adquirir os direitos de transmissão dos 104 jogos do Mundial, deixando mais de 50 partidas exclusivas da CazéTV.
Ainda segundo a publicação, a situação ganhou peso depois que o conselho de administração foi informado de que a Fifa havia procurado a Globo no segundo semestre de 2025 para oferecer o pacote completo da competição.
Na época, Belmar e Garcia teriam recusado a aquisição sob o argumento de que a transmissão de todos os jogos poderia provocar uma espécie de saturação do Mundial para o público. O resultado foi catastrófico para a vênus de prata
A avaliação teria mudado após a realização da Copa, disputada entre junho e julho. De acordo com a apuração da Folha, a própria Globo teria reconhecido internamente que a decisão de não adquirir todos os jogos foi um erro.