A Polícia Federal do Brasil investiga um esquema liderado por MC Ryan SP que teria utilizado lucros do tráfico internacional de drogas para alimentar um sistema de lavagem de dinheiro bilionário.
Segundo as apurações, o grupo estaria ligado à exportação de mais de três toneladas de cocaína para o exterior. Os valores obtidos com a atividade ilícita teriam sido misturados a receitas legais por meio de empresas do setor musical e de entretenimento.
Além do tráfico, a organização também é suspeita de movimentar dinheiro vindo de apostas ilegais e rifas digitais clandestinas. Para ocultar a origem dos recursos, os investigados utilizavam operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos.
Diante dos indícios, a 5ª Vara Federal de Santos determinou o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 1,6 bilhão. O montante foi estimado com base no lucro gerado pelo tráfico e nas movimentações identificadas em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
MC Ryan,na Festa Junina de Votorantim (SP) — Foto: @danylomarttins-25/Festa Junina de Votorantim/Divulgação
A investigação é um desdobramento das operações Narco Vela e Narco Bet, realizadas em 2023 e 2024, que já apuravam o envio de drogas ao exterior e o uso de plataformas de apostas para disfarçar valores ilícitos.
A prisão de MC Ryan SP ocorreu na manhã desta quarta-feira (15), durante a Operação Narco Fluxo. O artista foi detido em uma festa em Bertioga, no litoral de São Paulo. Já o também funkeiro MC Poze do Rodo foi preso no Rio de Janeiro.
Após passar por exame de corpo de delito, Ryan deve ser encaminhado para a sede da Polícia Federal em São Paulo, onde ficará à disposição da Justiça enquanto as investigações seguem em andamento.