A Justiça da Paraíba (TJPB) negou, nesta terça-feira (3), o recurso apresentado pela defesa de Hytalo Santos e Israel Vicente, que pedia a revogação da prisão preventiva. Com a decisão, os dois permanecem presos no Presídio Desembargador Flóscolo da Nóbrega, em João Pessoa.
O recurso analisado diz respeito à manutenção da prisão preventiva do influenciador e de seu marido. Os dois foram condenados em fevereiro de 2026 por produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes. O julgamento ocorreu de forma semipresencial, e a defesa buscava a soltura do casal. No entanto, a decisão da Câmara Criminal manteve a prisão preventiva.
Relembre o caso
O caso ganhou repercussão nacional em agosto de 2025, após o youtuber Felca publicar um vídeo sobre a exposição e a sexualização de crianças e adolescentes nas redes sociais. Na gravação, ele citou Hytalo Santos e questionou conteúdos produzidos com a participação de menores de idade.
As investigações do Ministério Público da Paraíba, no entanto, haviam começado em dezembro de 2024, após denúncias sobre uma possível exploração de adolescentes em vídeos publicados pelo influenciador, que reunia milhões de seguidores.
Segundo as autoridades, Hytalo e Israel utilizavam a imagem dos jovens para ampliar a audiência e obter ganhos financeiros nas plataformas digitais. A investigação também apontou suspeitas de exploração sexual e de controle sobre a rotina dos adolescentes que conviviam com o casal.
Em 15 de agosto de 2025, os dois foram presos em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Após passarem por unidades prisionais paulistas, foram transferidos para a Paraíba em 28 de agosto.
O caso também resultou em medidas judiciais, como mandados de busca e apreensão, bloqueio de bens e restrições aos perfis do influenciador nas redes sociais.
Além do processo criminal, Hytalo e Israel são alvos de outras investigações, incluindo uma apuração sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Desde o início do processo, a defesa nega as acusações e sustenta a inocência dos dois. Os advogados também contestam aspectos da condenação e buscam sua anulação.
A análise realizada nesta terça-feira trata especificamente da prisão preventiva. Portanto, uma eventual decisão favorável à defesa não significaria, por si só, a anulação das condenações em primeira instância.