A página Universo LGBTQIA+ afirmou que foi bloqueada por Ludmilla após cobrar um posicionamento da cantora sobre a condenação de Rodrigo Branco por racismo contra a ex-BBB Thelma Assis. A denúncia foi feita por meio de uma publicação no X, nos últimos dias, em que o perfil questionou a postura da artista por manter proximidade com o empresário, destacando que ela própria já foi vítima de ataques racistas. Segundo a página, a cobrança por coerência resultou no bloqueio da conta.
A COBRANÇA
Na publicação, a página classificou Rodrigo Branco como um “amigo racista” de Ludmilla e afirmou que sempre apoiou a cantora em episódios de discriminação racial. “Agora, ao cobrarmos coerência e apoio à Thelminha, diante da condenação de Rodrigo Branco por racismo, a resposta foi um bloqueio”, escreveu o perfil. O grupo também relembrou a mobilização contra a participação de Val Marchiori na Parada LGBT+ de Campinas, após a socialite comparar o cabelo de Ludmilla a uma palha de aço, em 2016.
A página ainda criticou a diferença de tratamento em casos de racismo. “É curioso perceber que, quando a violência atinge a própria artista, espera-se solidariedade e posicionamento. Mas, quando a vítima é uma mulher negra que enfrentou o racismo na Justiça e venceu, a cobrança por coerência vira motivo para bloquear quem sempre esteve ao seu lado”, acrescentou a publicação.
Apesar do bloqueio ao perfil, Ludmilla acabou cedendo à pressão dos fãs e deixou de seguir Rodrigo Branco nas redes sociais. A atitude ocorreu após a repercussão das cobranças envolvendo a condenação do empresário.
Rodrigo Branco foi condenado pela Justiça de São Paulo a indenizar Thelma Assis em R$ 40 mil por danos morais, além de juros e correção monetária. O processo teve origem em declarações feitas pelo empresário durante uma live em 2020, quando afirmou que a vitória da médica no BBB 20 estaria relacionada à sua cor da pele. Após seis anos de tramitação, a decisão reconheceu a existência de racismo estrutural e o desmerecimento da trajetória da campeã do reality.