O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decretou luto oficial de três dias pela morte do produtor e cineasta Luiz Carlos Barreto, o Barretão, que morreu nesta quarta-feira (22), aos 98 anos.
"Em reconhecimento à sua obra e à sua contribuição para a cultura brasileira, decreto luto oficial de três dias", escreveu o presidente em sua rede social.
Considerado uma lenda da história do cinema brasileiro, "Barretão" construiu uma trajetória de mais de 60 anos dedicada ás telonas, totalizando mais de 100 filmes produzidos desde 1962, iniciou no Cinema Novo, com “Vidas Secas” e “Terra em Transe”. Entre as obras que dirigiu ou produziu estão os campeões de bilheteria “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “O Quatrilho” e “O Que É Isso, Companheiro” — com esses 2 últimos, levou o Brasil ao Oscar.
Em uma publicação nas redes sociais, Lula afirmou que "o cinema brasileiro deve muito a Luiz Carlos Barreto" e o classificou como "o mais importante produtor do cinema nacional nos últimos cinquenta anos".
O cinema brasileiro deve muito a Luiz Carlos Barreto, que nos deixou nesta quarta-feira. Seu amor pelo Brasil, seu talento e, sobretudo, seu espírito inquieto o transformaram no mais importante produtor do cinema nacional nos últimos cinquenta anos, homenageou.
Lula em sua manifestação reconheceu a história da lenda do cinema brasileiro: “Como poucos, Luiz Carlos Barreto soube defender nossa produção audiovisual. Lutou por políticas públicas para o setor. Ajudou a criar, no Brasil, toda uma cadeia de gente talentosa e extremamente profissional que hoje nos traz o orgulho na forma de Oscars, Leões de Ouro e muito prestígio internacional”, disse.
CONFIRA O TEXTO NA ÍNTEGRA:
O cinema brasileiro deve muito a Luiz Carlos Barreto, que nos deixou nesta quarta-feira. Seu amor pelo Brasil, seu talento e, sobretudo, seu espírito inquieto o transformaram no mais importante produtor do cinema nacional nos últimos cinquenta anos. Em reconhecimento à sua obra e à sua contribuição para a cultura brasileira, decreto luto oficial de três dias.
Desde o tempo do Cinema Novo, nos anos 1960, quando a arte tinha que lutar contra a censura e o autoritarismo, Barretão ocupou papel central em nossa produção cinematográfica. Ao longo das décadas seguintes, seguiu revelando talentos, viabilizando produções que marcaram época, a exemplo de “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “O Quatrilho” e o “O Que é Isso, Companheiro”, e dando musculatura ao cinema brasileiro.
Como poucos, Luiz Carlos Barreto soube defender nossa produção audiovisual. Lutou por políticas públicas para o setor. Ajudou a criar, no Brasil, toda uma cadeia de gente talentosa e extremamente profissional que hoje nos traz o orgulho na forma de Oscars, Leões de Ouro e muito prestígio internacional. À sua esposa, Lucy, aos seus filhos, Paula e Bruno, e a todos seus familiares, amigos e colegas, eu e Janja deixamos um abraço muito carinhoso.