A Polícia Civil indiciou o ator Marco Furlan, de 48 anos, por estupro de vulnerável contra um menino autista de 5 anos, após uma ocorrência registrada em 2 de agosto, durante uma festa de aniversário em uma chácara de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. O caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
Investigação segue sob sigilo
Furlan está preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) I de Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista, unidade destinada a presos provisórios envolvidos em crimes contra a dignidade sexual. A prisão foi mantida pela Justiça após audiência de custódia realizada em 3 de agosto.
Marco Furlan — Foto: Reprodução/ Instagram
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a investigação permanece sob sigilo. "Demais informações sobre o caso serão preservadas em razão da natureza da ocorrência e por envolver menor de idade, em observância à legislação vigente", declarou a pasta em nota.
A defesa do ator, representada pela advogada Graciele Queiroz, contestou o indiciamento e afirmou que Marco Furlan não teria dito que confundiu a criança com a aniversariante. “Em nenhum momento Marco afirmou ter se enganado ou confundido a aniversariante com a criança. Essa versão não partiu dele e não corresponde ao que efetivamente declarou”, afirmou a advogada em comunicado enviado ao Metrópoles.
Marco Furlan — Foto: Reprodução/ Instagram
Segundo a defesa, exames realizados na criança não teriam apontado elementos que comprovassem abuso sexual. "Além disso, os laudos referentes à criança, em duas oportunidades, não apontaram elementos que comprovem a ocorrência de abuso sexual. A defesa demonstrará, dentro do processo e com base nas provas, a inocência de Marco Furlan. É isso que os autos irão revelar", diz o comunicado.
O médico-legista Rodrigo Carvalho de Almeida informou que “não há elementos” de práticas de ato libidinoso no exame realizado para investigar “lesões de interesse médico legal” na região anal da criança. O documento também registra que ainda são aguardados exames complementares, incluindo “pesquisa de espermatozoides”.
Marco Furlan — Foto: Reprodução/ Instagram
A advogada Maria Fernanda Mituo, que representa a criança, contestou a interpretação sobre os exames e declarou à reportagem que, apesar do resultado, “as provas da materialidade são incontestáveis”. A Polícia Civil afirmou que as investigações prosseguem sob sigilo pela DDM de Pindamonhangaba.