O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu neste domingo (18), aos 84 anos, em São Paulo, em decorrência de um câncer de próstata. A informação foi confirmada à Splash pela equipe do artista. Ele estava internado no Hospital 9 de Julho e tratava a doença havia cerca de um ano.
O velório será realizado na terça-feira (20), das 9h às 15h, no Theatro Municipal de São Paulo, com acesso aberto ao público. Já o sepultamento está previsto para as 17h, no Cemitério Morumby, em cerimônia restrita aos familiares.
Nas redes sociais, o filho do artista, Rodrigo Vellozo, publicou uma foto ao lado do pai e se despediu com uma breve homenagem: “Te amo, papai. Obrigado”.
Trajetória na música brasileira
Nascido em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, em 28 de novembro de 1941, Benito di Paula, nome artístico de Uday Veloso, iniciou a carreira musical como crooner em boates do Rio de Janeiro e de São Paulo.
A projeção nacional veio na década de 1970, quando desenvolveu um estilo que aproximava o samba da música romântica, com destaque para o piano e as interpretações marcantes. A sonoridade foi associada pela imprensa ao chamado “samba-jóia”, denominação da qual o artista não gostava.
Entre os principais sucessos de sua carreira está “Retalhos de Cetim”, lançada em 1973 e responsável por impulsionar sua popularidade. A canção também ganhou versões de Jair Rodrigues e de artistas internacionais, como a orquestra de Paul Mauriat e o guitarrista Charlie Byrd.
O repertório do cantor inclui ainda músicas como “Se Não For Amor”, “Beleza Que É Você Mulher”, “Vai Ficar na Saudade”, “Charlie Brown”, “Como Dizia o Mestre”, “Tudo Está no Seu Lugar” e “Proteção às Borboletas”.
Com mais de cinco décadas de carreira e dezenas de discos gravados, Benito continuou ligado à música ao longo dos anos. Em 2020, lançou o álbum “O Infalível Zen”, em parceria com o filho, Rodrigo Vellozo, também cantor e pianista.