Últimas Adulto Famosos Arte e Fest BBB19 BBB20 BBB21 BBB22 BBB23 BBB24 Vitrine Novelas A Fazenda 16 BBB25 A Fazenda 17 Horóscopo BBB26
Famosos

Nego Di é condenado a 14 anos prisão por estelionato e lavagem de dinheiro

Influenciador e esposa são condenados a prisão por crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e promoção de rifas ilegais

A Justiça condenou nesta terça-feira (23) o influenciador digital Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, a 14 anos e 6 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro qualificada e uso de documento falso.

Nego Di. Foto: Reprodução.

Na mesma decisão, a esposa dele, Gabriela Vicente de Sousa, foi condenada a 8 anos e 4 meses de prisão em regime fechado pelo crime de lavagem de dinheiro. Além das penas principais, Nego Di também recebeu mais 1 ano e 15 dias de prisão simples, em regime inicial semiaberto, por promover rifas consideradas ilegais pela Justiça.

As penas de Nego Di

Segundo a sentença, o influenciador foi condenado a:

  •  9 anos, 4 meses e 8 dias por lavagem de dinheiro;
  •  3 anos e 22 dias por uso de documento falso;
  •  2 anos e 1 mês por estelionato;
  •  1 ano e 15 dias por promoção de loteria ilegal.

Já Gabriela Vicente de Sousa foi condenada a 8 anos e 4 meses de reclusão por participação no esquema de lavagem de dinheiro.

As condenações também incluem o pagamento de multas calculadas com base no salário mínimo vigente à época dos fatos.

Esquema de rifas ilegais

Nego Di. Foto: Reprodução

De acordo com o Ministério Público, Nego Di realizou pelo menos 34 rifas eletrônicas sem autorização entre novembro de 2022 e maio de 2024. As ações eram divulgadas nas redes sociais e prometiam prêmios em dinheiro e bens de alto valor.

Um dos casos citados pela investigação envolve o sorteio de um Porsche Macan avaliado em cerca de R$ 500 mil, além de outras premiações em dinheiro, que juntas somariam aproximadamente R$ 650 mil.

Segundo a acusação, o esquema causou prejuízo de R$ 185,3 mil a pelo menos 9.683 pessoas.

Lavagem de mais de R$ 2,4 milhões

A investigação aponta ainda que, após arrecadar os valores, Nego Di e a esposa teriam atuado para ocultar a origem ilícita de mais de R$ 2,4 milhões. O dinheiro teria sido movimentado por meio de contas de terceiros, operações financeiras e aquisição de bens para dar aparência de legalidade aos recursos.

Na decisão, o juiz afirmou que ficou comprovado que o influenciador tinha conhecimento da ilegalidade das atividades e que o esquema funcionava de forma estruturada, movimentando mais de R$ 2,5 milhões.

Comprovante falso de doação

Outro ponto destacado pelo Ministério Público foi a divulgação de um comprovante falso de uma suposta doação de R$ 1 milhão às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

Nego Di. Foto: Reprodução

Segundo a investigação, o valor efetivamente transferido teria sido de apenas R$ 100.

O magistrado entendeu que houve adulteração consciente do comprovante antes de sua divulgação nas redes sociais, com o objetivo de induzir o público ao erro.

Participação da esposa

A sentença aponta que Gabriela Vicente de Sousa teve papel importante no funcionamento do esquema, cedendo contas bancárias e estruturas financeiras utilizadas para movimentar os recursos de origem ilícita.

Nego Di e esposa. Foto: Reprodução

Segundo a Justiça, ela também teria se beneficiado da aquisição de bens comprados com o dinheiro obtido nas atividades ilegais.

Outro processo

Além desta condenação, Nego Di responde a outro processo relacionado à loja virtual "Tá Di Zueira". Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, mais de 370 pessoas teriam sido lesadas pelo empreendimento, com prejuízo estimado em R$ 5 milhões.

Ta di Zuera. Foto: Reprodução

Em junho de 2025, o influenciador e seu sócio, Anderson Boneti, foram condenados em primeira instância a 11 anos e 8 meses de prisão por estelionato no caso da loja virtual.