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Operação agiliza a entrada de remédio experimental a Lito Sousa

Susbtância chegou ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, no sábado (12) e teve despacho aduaneiro concluído em poucos minutos

Uma operação conjunta entre a Receita Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permitiu a liberação rápida do medicamento experimental destinado ao tratamento do influenciador Lito Sousa, diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob.

A agilidade era necessária porque, segundo as informações apresentadas, o potencial terapêutico da substância diminui rapidamente com o passar das horas. No dia 4 de setembro, a Anvisa autorizou a importação excepcional do medicamento ALN-6457 para o caso. A substância é produzida pela Regeneron Pharmaceuticals e ainda não possui registro comercial nem representante legal no Brasil.

Medicamento chegou ao país neste sábado

O ALN-6457 chegou na madrugada deste sábado (12) ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em um voo procedente de Nova York, nos Estados Unidos. Segundo a Receita Federal, o despacho aduaneiro foi concluído em poucos minutos. Após o desembarque, o medicamento foi transferido diretamente da aeronave para um helicóptero, que fez o transporte até o Einstein Hospital Israelita, onde Lito é acompanhado.

De acordo com a Receita, o planejamento prévio entre as equipes permitiu antecipar os procedimentos necessários para a liberação da carga e reduzir o tempo entre a chegada do medicamento ao país e o encaminhamento ao hospital.

Substância ainda não foi testada em humanos

O ALN-6457 está em fase pré-clínica e ainda não teve estudos formalmente iniciados em seres humanos para o tratamento da doença priônica. Por isso, Lito será a primeira pessoa a testar a substância nesse contexto. A importação foi autorizada em caráter excepcional por meio do mecanismo de uso compassivo, destinado a pacientes com doenças graves e sem alternativas terapêuticas disponíveis.

O pedido de importação foi formalizado pelo Einstein Hospital Israelita, responsável pelo acompanhamento do influenciador, depois que ele foi aceito pela farmacêutica no programa.

Imagem: Reprodução

Família buscou acesso ao tratamento

Segundo Mila Seidl, esposa de Lito, a família inicialmente tentou incluir o influenciador em um estudo experimental, mas recebeu uma negativa porque não havia mais vagas disponíveis. Depois disso, familiares e médicos passaram a buscar outra forma de acesso à substância.

Mila afirmou que a família reuniu exames, documentos científicos e informações fornecidas pela farmacêutica para fundamentar o pedido de uso compassivo. Após o contato com outra farmacêutica, a família participou de uma reunião e apresentou o caso de Lito. A empresa permitiu o acesso ao medicamento por meio do uso compassivo.

Segundo Mila, o processo envolveu autorizações nos Estados Unidos e no Brasil, com participação da farmacêutica, do hospital, da Anvisa, do Ministério da Saúde e da agência reguladora norte-americana, a FDA.

Esposa nega interferência de autoridades ou empresários

Nas redes sociais, Mila rebateu publicações que atribuíam a autoridades ou empresários a obtenção do medicamento. Segundo ela, os contatos com a farmacêutica foram realizados pela própria família, com participação dos médicos que acompanham Lito.

Mila também afirmou que não houve financiamento público ou de terceiros para a obtenção da substância. A autorização concedida pela Anvisa, segundo as informações divulgadas, ocorreu dentro do mecanismo regulatório de uso compassivo, e não por meio de uma regra criada especificamente para o caso de Lito.