Emmanuel 7Linhas, nome artístico de Luiz Emmanuel Pinto, foi morto a tiros na madrugada de sexta-feira (8), no bairro Ibes, em Vila Velha. O artista, de 45 anos, era conhecido por sua atuação na cena hip-hop e slam capixaba, além de projetos sociais voltados a comunidades e pessoas em situação de rua.
Segundo a Polícia Militar, dois homens em uma motocicleta passaram atirando contra pessoas que estavam em uma calçada da região conhecida como “Favelinha do Ibes”. Emmanuel teria sido atingido enquanto conversava com moradores e realizava ações sociais no local. Uma mulher de 37 anos também morreu no ataque e um homem ficou ferido.
De acordo com testemunhas, os suspeitos passaram pela rua, retornaram minutos depois e efetuaram diversos disparos. O caso é investigado pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha. Até o momento, ninguém foi preso.
Com mais de três décadas dedicadas à música e à cultura periférica, Emmanuel 7Linhas construiu uma trajetória marcada pela poesia, militância social e produção cultural no Espírito Santo. O corpo do artista foi enterrado neste sábado (9), na Serra, na Grande Vitória, sob forte comoção de familiares, amigos e admiradores.
A filha do rapper, Mayrianne Mattos, destacou o legado deixado pelo pai. “Meu pai era a personificação da arte, da cultura, uma pessoa que era feroz com o que acreditava, não se calava, sempre lutava pelo que era justo”, afirmou.
O músico Yuri Gjansk também lamentou a perda. “Ele era de uma sensibilidade inconfundível. Acho que foi um dos artistas mais geniais que eu já conheci na minha vida”, declarou.
Já o ativista Marcelo Ciqueira relembrou o trabalho social realizado por Emmanuel dentro das comunidades. “Mesmo tentando fazer o bem e tirar os meninos do ócio, a gente pode ser vítima disso”, disse.