Tini Stoessel teria contratado uma auditoria contábil para entender como seus rendimentos e direitos econômicos foram administrados ao longo de sua carreira. O levantamento teria identificado empresas argentinas e estrangeiras que recebem valores relacionados às atividades profissionais da cantora, embora ela não tenha participação ou controle sobre essas sociedades.
A revisão teria começado cerca de três meses após Alejandro Stoessel, pai da artista, deixar o cargo de representante da filha. De acordo com as informações divulgadas, a cantora também teria conseguido acessar apenas em junho de 2026 uma conta bancária registrada exclusivamente em seu nome, à qual anteriormente não tinha acesso.
Ao procurar o banco para entender a situação financeira, a artista teria descoberto que seu limite de gastos havia sido definido por decisão do pai. Outro ponto que teria chamado atenção foi o fato de, aos 29 anos, a artista possuir apenas um cartão de crédito em seu nome, vinculado a um banco argentino. A descoberta teria abalado a relação de confiança com o antigo representante.
Empresas que administravam os rendimentos
Um dos principais pontos da auditoria seria a existência de empresas usadas para receber valores de contratos ligados à carreira da cantora. Segundo o relatório, Tini não seria sócia dessas companhias nem teria autorização para movimentar suas contas bancárias, enquanto o pai teria esse acesso.
O levantamento também teria analisado contratos nos quais essas sociedades foram incluídas a pedido das empresas contratantes. A participação delas, porém, não significaria necessariamente uma transferência dos direitos de imagem, propriedade intelectual ou exploração comercial da artista.
A manutenção desse modelo de controle familiar após Tini chegar à vida adulta teria sido um dos fatores que motivaram a investigação financeira.
Uma carreira milionária
Tini começou a ganhar destaque no Brasil ainda adolescente, principalmente após interpretar Violetta Castillo na novela argentina Violetta, exibida pelo Disney Channel. O sucesso da produção ajudou a formar uma grande base de fãs no país e impulsionou sua carreira musical, que posteriormente se expandiu pela América Latina e pela Europa.
Segundo as informações divulgadas, sua carreira teria movimentado cerca de US$ 70 milhões ao longo dos anos. A dimensão dos valores também teria ficado evidente com a turnê Futttura. Os shows, que tiveram apresentações esgotadas em Tecnópolis, no interior da Argentina, em países vizinhos e em outras partes do mundo, teriam faturado aproximadamente US$ 43 milhões. Desse montante, porém, apenas cerca de US$ 300 mil teriam sido repassados diretamente à cantora.
Diante da diferença entre os valores, Tini teria decidido ampliar a investigação sobre sua situação financeira. Há cerca de quatro meses, ela estaria sendo assessorada por uma nova equipe de advogados, que teria iniciado procedimentos para solicitar a abertura de contas bancárias e comerciais relacionadas ao seu nome.
O objetivo seria esclarecer a movimentação dos recursos e verificar como os valores gerados pela carreira foram administrados. Segundo o jornalista argentino Damián Rojo, também existem contratos relacionados à segunda etapa da turnê Futttura que não teriam sido assinados diretamente pela cantora e que estariam sendo analisados pela equipe jurídica.
As desavenças que levaram Tini a contratar uma auditoria teriam começado durante os preparativos para o casamento com o jogador Rodrigo De Paul. Segundo as informações divulgadas, o pai da cantora teria pedido que ela assinasse um acordo pré-nupcial para evitar que ela descobrisse que ele estaria desviando dinheiro de sua carreira. O pedido, porém, teria levantado suspeitas e feito com que Tini investigasse a própria situação financeira.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre uma eventual denúncia judicial, e o relatório completo da auditoria não foi tornado público. As informações conhecidas têm como base declarações jornalísticas e os dados da análise contábil que vieram a público.