O ator Tuca Andrada foi processado pelo empresário Luciano Hang após chamá-lo de “periquito patriota” em uma publicação nas redes sociais, feita em setembro de 2025, depois de um ato de vandalismo contra uma unidade da Havan em Petrolina, no sertão de Pernambuco, comentário que, segundo o dono da rede varejista, incentivaria crimes e ataques ao patrimônio.
Estátua da Havan é incendiada
Em setembro de 2025, a estátua da loja Havan localizada na Avenida Honorato Viana, em Petrolina, foi incendiada. O caso foi investigado como dano e incêndio dolosos, quando há intenção de causar o estrago, e gerou grande repercussão nas redes sociais.
Na época, a Havan se manifestou por meio de nota, classificando o incêndio como criminoso e defendendo que os responsáveis fossem identificados e responsabilizados. “A empresa não vai tolerar ataques contra o patrimônio e contra um dos símbolos que representam a marca e a liberdade”, dizia o comunicado.
Foi nesse contexto que Tuca Andrada comentou um vídeo da estátua em chamas, escrevendo: “Se essa moda pega, o periquito ‘patriota’ vai ter um prejú…”. O trecho foi citado diretamente na ação judicial movida por Luciano Hang contra o ator.
Outro comentário do artista, também mencionado no processo, afirma: “Não sou a favor da barbárie, mas estou cagand* que essa cafonice queime e também que nazista morra“, o que, para Hang, ultrapassa o limite da opinião.
Em seu Instagram, o empresário declarou que Andrada “incentivou que mais pessoas cometam crimes” e explicou a decisão de processá-lo. “Processei o ex-ator por essas acusações e espero que a justiça seja feita! Não podemos normalizar o errado. A internet não é terra sem lei e essa militância é cega. Se nada for feito, se essas atitudes não forem coibidas, mais casos se repetirão: mais estátuas queimadas, mais “ódio do bem” e mais impunidade”, alegou, acrescentando ainda:
Diariamente sou chamado de diversos apelidos pejorativos, e não me importo. O que não irei aceitar é que incentivem outros ‘militontos’ a praticarem crimes como colocar fogo só porque pensamos diferentes.