Viih Tube e Eliezer divulgaram neste domingo (02) um vídeo alertando sobre trabalho análogo à escravidão. Essa é a primeira de três publicações educacionais previstas no acordo firmado com o Ministério Público do Trabalho (MPT) após a polêmica envolvendo o reality As Patroas.
O programa, que mostrava funcionárias da mansão onde o casal vive em situações vexatórias, foi encerrado após a repercussão e o termo de ajuste de conduta. No vídeo, os dois alertam sobre situações de exploração no trabalho doméstico e explicam que vínculos afetivos não substituem direitos trabalhistas.
“Mas ela é praticamente da família. Se você já ouviu essa frase, desconfie. A frase pode até parecer carinhosa, mas, na prática, ela é usada com muita frequência para esconder a chamada escravidão moderna. Você pode ter uma relação de afeto e confiança com quem trabalha na sua casa. Mas isso não te desobriga de cumprir com carteira assinada, salário justo, férias, FGTS e jornada definida”, afirmam.
Além de orientar sobre como denunciar casos de trabalho análogo à escravidão ao MPT, o casal explicou que pessoas podem ser exploradas durante anos sem salário adequado, férias ou uma jornada digna.
Os vídeos fazem parte das medidas educativas estabelecidas no acordo firmado com o órgão. Pelo termo de ajuste de conduta, Viih Tube e Eliezer também concordaram em pagar R$ 350 mil por danos morais coletivos, removendo todos os conteúdos relacionados ao reality.
Eles também se comprometeram a não produzir materiais que exponham empregados domésticos ou outros trabalhadores a situações vexatórias. Futuras participações de funcionários em conteúdos audiovisuais devem ser voluntárias e formalizadas por escrito.