Murilo Benício vive um momento decisivo em Três Graças, ao interpretar Ferette, principal antagonista da trama. No capítulo exibido nesta quarta-feira (12), o personagem é atingido por um disparo feito por Misael (Belo) e passa a lidar com os desdobramentos de conflitos pessoais e públicos, especialmente após sua ex-mulher Zenilda (Andréia Horta) descobrir o relacionamento dele com Arminda (Grazi Massafera).
MURILO BENÍCIO DETALHA
Em entrevista ao Splash, o ator comentou sobre a complexidade das cenas mais intensas da novela, que envolvem agressões físicas e forte carga emocional. Segundo ele, esse tipo de sequência exige atenção redobrada durante as gravações.
“Essas cenas são muito difíceis, né? Porque tem muita ação e ela vem carregada de emoção e, às vezes, a gente tem que estar muito atento para, principalmente, ninguém se machucar”, afirmou.
Um dos exemplos citados foi a cena em que Zenilda flagra Ferette com Arminda. De acordo com Murilo, a gravação foi cuidadosamente planejada, com ensaios prévios e diálogo constante entre elenco e direção.
“Foi uma cena que eu lembro que a gente veio aqui [nos Estúdios Globo] só para ensaiar como é que poderia ser feito. Então, foi muito calculado”, relatou.
O ator destacou que a produção tem reservado tempo para construir a coreografia dos movimentos, priorizando a segurança. “A gente está tendo esse privilégio, né? Que é um tempo para você cuidar de cenas mais importantes. […] Todos os movimentos ali a gente fez numa salinha aqui do lado”, explicou.
capítulo 100
No capítulo 100 da novela, Ferette enfrenta dois momentos turbulentos em um evento da Fundação que leva seu nome, realizado na Chacrinha. Durante o discurso em que apresenta Leonardo (Pedro Novaes) como sucessor, o empresário é surpreendido pela reaparição de Rogério (Eduardo Moscovis), dado como morto e levado ao local por Zenilda. Em seguida, ocorre o atentado: Misael atira contra ele no meio da cerimônia. O disparo atinge Ferette de raspão, sem causar sua morte, mas provoca repercussões públicas e abala sua imagem perante a comunidade.
O ator ainda refletiu sobre como a formação cultural influencia atitudes como as do personagem. “Eu acho que são poucas as pessoas que conseguem se livrar de uma educação machista, retrógrada. Você tem que realmente procurar, você tem que realmente estar a fim”, disse. Murilo também relembrou a própria juventude, nos anos 1980, ao comentar o contexto social da época e seu processo pessoal de desconstrução.
Para o ator, Ferette simboliza pessoas que resistem a rever suas próprias convicções. “Muitos não dão o braço a torcer. Eu acho que o Ferette faz parte desse mundo: ele não quer nem ouvir falar”, concluiu.