Aos 40 anos, Sérgio Fialho decidiu responder a questionamentos sobre o próprio físico com um teste antidoping voluntário. Bicampeão do Mister Universo, com títulos divulgados em 2019 e 2025, ele publicou o laudo e afirmou que o resultado foi negativo para as substâncias pesquisadas. O episódio aconteceu poucos meses antes das eleições em que concorre a deputado federal pelo Paraná.
A suspeita sobre um corpo considerado musculoso demais contrasta com a história que Fialho contava antes da projeção nacional. Natural de Bagé, no Rio Grande do Sul, ele relata ter sofrido bullying na infância e na adolescência justamente por ser muito magro. Tentou seguir no futebol, mas uma lesão no joelho interrompeu esse caminho. A academia ganhou espaço na rotina e, anos depois, vieram os concursos que colocaram sua aparência no centro da vida pública.
O antidoping também passou a integrar o discurso político de Fialho. Ele defende ampliar os testes no fisiculturismo, endurecer a fiscalização e responsabilizar não apenas atletas flagrados, mas também quem incentive ou lucre com o doping. “O fisiculturismo não pode virar uma corrida química”, afirmou ao apresentar a proposta. O exame divulgado por ele em agosto apontou, segundo Fialho, resultado negativo para as substâncias pesquisadas, sem que isso represente uma comprovação sobre períodos anteriores ao teste.
A poucos dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, o combate aos anabolizantes é apenas um dos assuntos que Fialho levou à campanha. Ele também apresentou propostas sobre identificação de alterações digitais em corpos usados na publicidade fitness e incentivo à atividade física nos intervalos escolares, além de assumir posições em temas mais controversos, como a participação de mulheres trans em categorias esportivas femininas. São pautas que passaram a compor a atuação pública do atleta no período em que decidiu disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.