O candidato à reeleição ao Senado Federal, Marcelo Castro (MDB), durante sabatina transmitida pelo canal Meio Norte+, comentou sua relação com o presidente Lula e disse que o “Brasil estará muito mais seguro” sob o governo do petista.

“O Lula vai ter uma eleição muito disputada, mas acredito que, na hora H, vai prevalecer o sentimento de que o Brasil vai ser um país que estará muito mais seguro e equilibrado na mão do Lula do que voltar ao passado, que era Bolsonaro”, afirmou Castro, explicando que a gestão passada significou um “retrocesso democrático” e negacionismo.

Em relação à candidatura de Rafael Fonteles no Piauí, Castro projetou que o atual governador seja eleito ainda no primeiro turno, com 70% de aprovação.

COM LULA NA “ALEGRIA” E “TRISTEZA”

Castro disse que se mantém ao lado de Lula mesmo em meio aos conflitos e que sua lealdade política é aquilo que o diferencia dos demais concorrentes.

“Primeiro, o campo político. Eu sou, desde sempre, do campo político do presidente Lula. Eu já disse várias vezes em entrevistas que estou do lado do Lula nos momentos fáceis e difíceis, na alegria e tristeza, na saúde e na doença. Não sou amigo de ocasião”, afirmou.

Marcelo Castro - Foto: Raíssa Moral/meionews

Ainda na oportunidade, Castro disse defender os interesses da população e do que ele chamou de “forças democráticas”.

“Sempre ao lado das forças democráticas, das forças populares e daqueles políticos que colocam seus esforços a favor da maioria da população. Não defendo elite, não defendo banqueiro e não defendo empresário. Isso tem muita gente para fazer isso daí”, completou.

PEC DA TRANSIÇÃO

Marcelo relembrou sua participação na relatoria da PEC da Transição. De acordo com ele, foi o dispositivo que viabilizou o governo Lula.

“Nós bolamos e eu fui o autor da PEC da Transição que trouxe recursos necessários e suficientes para que Lula começasse o governo dele. Aliás, quando o Lula esteve aqui, ele disse: ‘Olha, nós só estamos fazendo o programa Minha Casa, Minha Vida, só estamos conseguindo pagar o Bolsa Família porque o senador Marcelo Castro foi o relator do orçamento’. Tenho esse grande depoimento do Lula a meu favor”, comentou.

Ele também citou a Reforma Tributária, que, em sua visão, irá “destravar a economia” no próximo ano. Marcelo diz se tratar de uma proposta que tem a “marca do MDB”.

“Eu sempre estive envolvido desde o início com a reforma tributária. Já vem da Câmara. O relator da proposta foi o senador Eduardo Braga, que é do MDB, o autor da PEC foi o Baleia Rossi, que também é do MDB. Então, essa reforma tributária tem a marca do MDB, que vai destravar toda a nossa economia, que já vai começar a funcionar agora em 2027 e vai ser uma coisa muito importante”, disse.

DOBRADINHA COM CIRO

Castro foi questionado sobre os eventos políticos dos quais participa ao lado de Ciro Nogueira (PP) no interior do Piauí e se isso significaria uma aproximação ao candidato da oposição. Marcelo citou sua última passagem por Luzilândia, onde foi convidado para o comício da prefeita Fernanda Marques (PT), que também apoia Ciro.

Marcelo Castro em sabatina da Meio Norte - Foto: Raíssa Morais/meionews

“A Fernanda Marques é prefeita pelo PT e me convidou para o comício dela. Ela vota em mim para senador do MDB e vota no Ciro para senador do Progressistas. Então, estive lá com ela. Sou eu que convido o Ciro Nogueira para ir à Luzilândia? Não, eu sou o convidado. Se você me convida para sua casa e eu vou. Não vou lhe dizer: ‘Olha, só vou para sua casa se você não convidar fulano’, isso não existe”, explicou.

Castro caracterizou os encontros em reuniões políticas como algo natural da política, já que existem prefeitos que votam tanto nele quanto em Ciro Nogueira.

“Lá estivemos no palanque a Fernanda, a Janaína, eu e o Ciro Nogueira. O que há de mal nisso? Nada. Quem foi que escolheu os dois senadores? Foi a Janaína com a Fernanda. Eu não tenho participação nisso. Dobradinha não, tem muitos prefeitos que votam em mim e votam no Ciro”, comentou.

NOMES DE RENOVAÇÃO

Castro já acumula mais de 40 anos de vida política, tendo sido deputado estadual, deputado federal e atualmente senador. Em resposta ao questionamento se tantos anos na política não seriam um impeditivo para que novos nomes surgissem, Marcelo diz que o eleitor é livre e que sempre há renovações.

O eleitor é livre e sempre renova. Agora, o que ocorre? Eu tenho 44 anos de vida pública. Os que começaram comigo em 1982 só têm eu de político. E por que isso? Por que essa longevidade tão grande? Eu devo ter alguma coisa que faça com que as pessoas votem em mim”, disse.

O candidato afirmou que sua trajetória na política, prezando pela “responsabilidade” e lealdade, o levou a tantos anos em cargos públicos.

“Sempre tratei a política com o máximo de responsabilidade, com toda a seriedade. Sempre atendi bem as pessoas, sempre fui amigo das pessoas, sempre fui leal e sempre mostrei muito serviço.”