A abstenção no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 caiu para 18,98%, com mais de 75% das urnas apuradas. No primeiro turno, o índice foi de 21,08%, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A diferença é de 2,1 pontos percentuais, indicando maior participação dos eleitores na votação decisiva.
Na primeira etapa da eleição, cerca de 33,4 milhões de brasileiros deixaram de votar. A redução da abstenção no segundo turno ocorre após uma campanha do Partido dos Trabalhadores (PT) para incentivar o comparecimento às urnas. A mobilização esteve entre as prioridades da candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante a campanha, eleitores também se organizaram para incentivar familiares a votar, incluindo pessoas idosas. No entanto, não é possível afirmar que esse movimento tenha sido responsável pela queda da abstenção ou determinar qual candidato foi mais beneficiado pelo aumento da participação.
Queda da abstenção é incomum em eleições presidenciais
A redução registrada em 2026 contraria a tendência observada na maioria dos segundos turnos das eleições presidenciais brasileiras desde a redemocratização. Em seis das sete disputas anteriores, a abstenção aumentou da primeira para a segunda etapa.
A exceção ocorreu em 2022, quando o índice caiu de 20,95% no primeiro turno para 20,58% no segundo. Naquele ano, a redução foi de 0,37 ponto percentual.
Em 2026, a queda foi mais expressiva, chegando a 2,1 pontos percentuais. Apesar da coincidência entre o aumento do comparecimento e as iniciativas de mobilização eleitoral, os dados nacionais, isoladamente, não permitem medir o impacto dessas ações nem identificar qual candidatura obteve maior vantagem com a redução das ausências.