Uma eleitora chegou para votar em uma seção eleitoral de Teresina neste domingo (4), durante as eleições, e descobriu que seu nome já havia sido assinado no caderno de votação. O caso foi comentado pelo presidente da Comissão de Votação do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), Francisco Valdo, durante coletiva, que explicou que situações desse tipo podem acontecer.
Segundo Francisco Valdo, o problema é raro e pode ocorrer quando o mesário confunde eleitores com nomes semelhantes no momento da identificação.
“Isso acontece, é raro, mas acontece. Eu falo isso não na posição de presidente da comissão de votação. Digamos que no caderno de votação tem lá Maria Pereira da Silva e Maria Pereira de Sousa. Como a ordem é alfabética no caderno de votação, o mesário cometeu um deslize. Ao invés de olhar para o título de eleitor, ela olhou apenas para a identidade”, explicou.
O presidente da Comissão de Votação destacou que os mesários precisam conferir outros dados do eleitor antes de habilitar a votação, principalmente quando existem nomes semelhantes. “Quando isso acontece, o mesário tem que olhar os outros dados, tem que tomar muito cuidado: o nome da mãe, a data de nascimento do eleitor”, afirmou.
Francisco Valdo explicou ainda que, caso o mesário não faça essa conferência e habilite o eleitor errado, a pessoa que chegar posteriormente para votar poderá encontrar o registro de que seu voto já foi realizado. “Se o mesário não fizer isso, ele habilita a Maria Pereira da Silva no lugar da Maria Pereira de Sousa. A Maria Pereira da Silva vota no lugar da Maria Pereira de Sousa. Daqui a pouco a Maria Pereira de Sousa chega para votar e não dá”, disse.
Nesses casos, segundo o TRE-PI, o eleitor não consegue votar e a ocorrência deve ser registrada na ata da seção eleitoral. “Quando isso acontece, é um erro do mesário e a orientação é: não vota, não tem como votar. Aí vai para a ata de votação”, explicou.
Auditoria das urnas
Francisco Valdo também falou sobre a auditoria da votação eletrônica realizada neste domingo no Piauí. Segundo ele, 20 urnas eletrônicas estão sendo submetidas ao teste de integridade. Deste total, duas passam pelo procedimento com biometria no Instituto Dom Barreto, em Teresina, enquanto outras 18 são testadas sem biometria no plenário do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI).
De acordo com o presidente da Comissão de Votação, a escolha das urnas ocorreu em sessão pública realizada pelo TRE-PI na véspera da eleição, com participação de partidos políticos e órgãos de fiscalização.
O procedimento consiste em inserir nas urnas votos previamente preenchidos em cédulas de papel, reproduzindo uma votação em condições normais de uso. Todo o processo é filmado e transmitido pela internet.
“O nosso objetivo é que cada cédula de papel que ontem foi preenchida no plenário pelos partidos políticos, foi lacrada e hoje está sendo inserida, digitada na urna em condições normais de uso, sendo filmada e transmitida pelo YouTube, na presença de todos. Ao final, nosso objetivo é mostrar para o eleitor que o voto que está sendo digitado hoje na urna eletrônica aqui vai refletir exatamente aquela quantidade de votos”, afirmou.
O trabalho é acompanhado por representantes de diferentes instituições, entre elas o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Polícia Federal. “São muitos órgãos que estão nos fiscalizando e que, no final do dia, atestarão esse trabalho que foi aqui desenvolvido”, declarou.