Os candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomaram nesta sexta-feira (9) a propaganda eleitoral na televisão para o segundo turno das eleições de 2026. Flávio reforçou o discurso de mudança e prometeu manter programas sociais, enquanto Lula criticou medidas adotadas durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e pediu mobilização de apoiadores nas ruas e nas redes sociais. <Cite refs={["turn906419search3","turn906419search2"]}/>

As duas campanhas mantiveram estratégias apresentadas na primeira semana após o primeiro turno, com mensagens voltadas à continuidade de benefícios sociais, às propostas para o país e aos riscos atribuídos à vitória do adversário.

Flávio promete manter Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida

A propaganda de Flávio destacou o resultado do primeiro turno, quando o senador terminou à frente de Lula em número de votos. Na abertura, ele afirmou que a campanha representa o passo final de uma mudança que, segundo ele, já começou. A peça apresentou perguntas e respostas sobre a continuidade do Farmácia Popular, do Minha Casa, Minha Vida e do Bolsa Família, após um alerta sobre notícias falsas.

“Eu vou manter e reajustar o Bolsa Família. E quem tem emprego não perde o benefício”, afirmou o candidato. Flávio também prometeu reduzir as prestações do Minha Casa, Minha Vida e declarou que o Sistema Único de Saúde (SUS) terá “padrão Einstein”, em referência ao hospital privado. A propaganda não detalhou como as medidas seriam implementadas.

A defesa dos programas sociais ocorreu após Lula publicar, na quinta-feira (8), um vídeo em que afirmou que uma eventual vitória do adversário colocaria benefícios e serviços de saúde em risco. Na gravação, o presidente citou o Farmácia Popular, o atendimento especializado no SUS e o tratamento com medicamentos para emagrecimento.

Ao longo da propaganda, Flávio repetiu o slogan “Brasil do mesmo lado” e manteve o discurso de mudança.

Lula relembra cortes durante governo Bolsonaro

A propaganda de Lula começou com críticas à proposta de “tesouraço” apresentada por Flávio e exibiu trechos de notícias sobre cortes de recursos durante o governo de Jair Bolsonaro. A peça mencionou áreas como Farmácia Popular, combate ao câncer, financiamento habitacional e merenda escolar.

“Quando um dos Bolsonaro fala em corte, é preciso relembrar para não repetir”, afirmou a locução da campanha. Na sequência, a propaganda associou uma eventual vitória de Flávio à perda de benefícios e serviços públicos.

Lula agradeceu aos eleitores que votaram nele no primeiro turno e se dirigiu também a quem escolheu outros candidatos. O presidente afirmou estar preparado para promover mudanças e relacionou prosperidade à geração de empregos de qualidade, melhores salários e oportunidades de crescimento.

“Você quer prosperidade. Eu estou junto com você”, declarou.

Campanha de Lula convoca apoiadores para as ruas e redes

A propaganda petista também exibiu depoimentos de deputados que convocaram apoiadores a conversar com outros eleitores e ampliar a campanha nas redes sociais e nas ruas. Entre os participantes estava a deputada eleita Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos, apontada como uma das responsáveis pela estratégia digital da campanha.

A peça incluiu ainda uma manifestação em defesa do fim da escala de trabalho 6x1. Ao final, Lula contestou a ideia de mudança defendida por Flávio, argumentando que ela não deve representar a retomada de políticas anteriores nem a perda de direitos.

“Mudar não é voltar ao passado. Mudar não é perder o que a gente conquistou, nem voltar atrás nas conquistas das mulheres e dos trabalhadores”, afirmou. O presidente encerrou a propaganda com um chamado à mobilização eleitoral: “Vamos para a rua, vamos para as redes, vamos juntos ganhar essa eleição”.