O ex-prefeito de Rio Preto da Eva, no Amazonas, Anderson Sousa, foi preso neste domingo (4), durante o primeiro turno das Eleições 2026, após uma ocorrência relacionada a uma suspeita de boca de urna em um local de votação do município.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), uma equipe da Polícia Militar foi acionada para verificar uma denúncia de possível prática de boca de urna nas proximidades de uma seção eleitoral.
Os policiais foram até o local e encontraram Anderson Sousa acompanhado de outras pessoas. Conforme o relato da SSP-AM, durante a abordagem e a retirada do ex-prefeito do local, determinada pela autoridade eleitoral, ele teria agredido um sargento da Polícia Militar.
Diante da situação, os policiais deram voz de prisão ao ex-prefeito, que foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Rio Preto da Eva.
Segundo a SSP-AM, a ocorrência envolve, em tese, crimes eleitorais, resistência, desobediência e lesão corporal. As circunstâncias do episódio deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
Associação contesta prisão
Anderson Sousa é presidente da Associação Amazonense de Municípios (AAM). Em nota, a entidade classificou a prisão como ilegal e afirmou que o ex-prefeito teria sido vítima de uma ação considerada injusta por seus aliados e defensores.
A associação declarou solidariedade a Anderson Sousa e afirmou confiar na Justiça. Também defendeu que os municípios do Amazonas tenham seus direitos respeitados e que os recursos destinados às administrações municipais sejam efetivamente repassados.
A defesa do ex-prefeito apresentou uma versão diferente da relatada pela segurança pública. Segundo os advogados, Anderson estava no local para votar e teria sido abordado após uma denúncia de suposta compra de votos.
A defesa nega que ele estivesse oferecendo dinheiro ou qualquer vantagem a eleitores e afirma que houve uma discussão com um policial durante a abordagem.
O caso permanece sob investigação. Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre as acusações.