SEÇÕES

Flávio e Zema seguem sem vices, e prazo acaba em três dias; veja chapas

Prazo para partidos definirem candidatos para as eleições de outubro acaba em 5 de agosto. Registro da candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve acontecer até 15 de agosto.

Ver Resumo
  • Dois candidatos presidenciais ainda não definiram seus vices, com prazo para registro no TSE até 15 de agosto.
  • Lula e Alckmin repetem chapa de 2022, enquanto Caiado e Renan escolheram vices do próprio partido.
  • Flávio Bolsonaro busca mulher para vice, mas PP e Podemos mantêm neutralidade na eleição.
  • Romeu Zema ainda não definiu vice, com dificuldades em formar alianças e preferência por filiados.
  • PSD e Missão optam por chapas "puro-sangue" para ampliar presença nas eleições e alternativa política.
Flávio Bolsonaro e Romeu Zema | Foto: Carlos Moura e Andressa Anholete/Agência Senado
Siga-nos no

A três dias do fim do prazo das convenções partidárias, dois dos cinco principais candidatos à Presidência da República ainda não definiram os nomes que irão compor suas chapas como candidatos a vice-presidente. O prazo para a realização das convenções termina em 5 de agosto, enquanto o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve ser feito até 15 de agosto.

Até o momento, Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) seguem em negociação com outras legendas para definir os companheiros de chapa.

Lula, Caiado e Renan já oficializaram os vices

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputará a reeleição ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), repetindo a chapa vencedora de 2022. Já Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) optaram por chapas "puro-sangue", formadas apenas por integrantes de seus partidos. Caiado terá como vice o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, enquanto Renan Santos disputará a eleição ao lado de Aroldo Medina.

Estratégia na escolha do vice

A definição do candidato a vice-presidente faz parte da estratégia das campanhas para ampliar alianças políticas, atrair novos segmentos do eleitorado e aumentar o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Na eleição de 2022, aliados de Lula avaliaram que a escolha de Geraldo Alckmin ajudou a ampliar a coalizão política da campanha, aproximando setores do empresariado e eleitores de perfil mais moderado.

Candidatos à Presidência da República e seus vices — Foto: Reprodução/GloboNews

Flávio Bolsonaro busca uma mulher para a vice

A campanha de Flávio Bolsonaro busca uma mulher para compor a chapa, com o objetivo de ampliar o apoio entre o eleitorado feminino, que representa 52,8% dos eleitores brasileiros. Na última semana, o candidato se reuniu com a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que manifestou interesse em integrar a chapa. No entanto, o PP decidiu permanecer neutro na disputa presidencial e não autorizou a composição.

Nos bastidores, também são cotados os nomes de Daniela Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, e da deputada federal Renata Abreu (Podemos-SP). Contudo, Republicanos e Podemos também tendem a manter neutralidade na eleição nacional.

Novo avalia chapa formada apenas por filiados

O Novo confirmou a candidatura de Romeu Zema à Presidência, mas ainda não definiu quem ocupará a vice. O ex-governador de Minas Gerais chegou a defender o nome do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, mas as negociações não avançaram.

Outra tentativa envolveu o empresário Geraldo Rufino, que, no entanto, será candidato ao Senado por São Paulo. Diante das dificuldades para formar alianças, integrantes do Novo avaliam que Zema deverá disputar a eleição com um vice do próprio partido.

Lula e Alckmin repetem chapa de 2022

As convenções nacionais do PT e do PSB oficializaram a manutenção da chapa formada por Lula e Geraldo Alckmin, eleita em 2022. Ex-adversário de Lula na eleição presidencial de 2006, quando integrava o PSDB, Alckmin filiou-se ao PSB para compor a aliança com o petista. No atual governo, além da vice-presidência, também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

PSD aposta em alternativa à polarização

A escolha de Gilberto Kassab como candidato a vice de Ronaldo Caiado também faz parte da estratégia do PSD para fortalecer a campanha presidencial e ampliar a presença do partido nas eleições para o Congresso Nacional. Durante a convenção, Kassab afirmou que a chapa pretende representar uma alternativa ao cenário político atual.

Temos uma convicção de que a República está podre. Os Poderes estão contaminados. O PSD está preparado para dar à sociedade as respostas que ela precisa, declarou.

Missão mantém discurso antissistema

O partido Missão também optou por uma chapa formada exclusivamente por integrantes da legenda, com Renan Santos para presidente e Aroldo Medina como vice. Militar da reserva, jornalista e editor especializado em história militar, Medina disputou diferentes cargos eletivos desde 2002 por diversas siglas, entre elas PL, PFL (atual União Brasil), PRP, PSD, PV e novamente PL, sem obter êxito nas eleições anteriores.

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também
ACESSE NOSSO
CANAL NO ZAP