O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, só deve se pronunciar sobre os impasses provocados pela prorrogação da votação do segundo turno após a contabilização dos votos.

A totalização deve ser retomada somente às 19h. Mais cedo, o TSE paralisou a contagem devido à prorrogação do prazo de votação determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O pronunciamento de Kassio Nunes Marques é aguardado diante de um cenário crítico em todo o país. Vários locais de votação em diferentes estados encerraram os trabalhos mesmo com a determinação de estender o prazo.

Um dos exemplos é Minas Gerais. Em Belo Horizonte, as urnas foram lacradas às 17h. O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) informou que não vai se pronunciar até receber orientações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O mesmo aconteceu em Porto Velho, em Rondônia, onde a Escola Maria Carmosina Pinheiro encerrou a votação às 16h. De acordo com a GloboNews, o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia só teria recebido a determinação de prorrogação às 16h40, ou seja, 40 minutos após o fechamento da escola.

Em Manaus, no Amazonas, o cenário se repetiu. O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) considerou a decisão do ministro Zanin “inexequível”.

No estado, a eleição de segundo turno é considerada encerrada, apesar da prorrogação, já que o TRE-AM não recebeu nenhum comunicado do TSE sobre a extensão do prazo de votação.

Os portões da Universidade Presbiteriana Mackenzie, localizada em Higienópolis, na região central de São Paulo, fecharam às 17h, apesar do pedido de prorrogação.

Após o fechamento, muitos eleitores chegaram à unidade, mas não conseguiram votar. A universidade é considerada um ponto estratégico para o resultado da eleição em São Paulo, já que a zona eleitoral reúne cerca de 23 mil eleitores.

Ainda segundo informações da GloboNews, 90% das urnas já haviam sido encerradas antes da prorrogação. Mesários relataram não ter recebido informações concretas sobre como proceder diante da situação.