O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, rejeitou um pedido do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, contra uma propaganda do adversário do PT, Lula, que o associa ao escândalo do caso Master.
Nunes Marques entendeu que a ligação é própria da crítica política e ressaltou que não houve tentativa de implicar autoria ou de participação nas fraudes investigadas.
A propaganda do candidato do PT questionada apresenta Flávio Bolsonaro com cortes de entrevista e áudio sobre o Master. A peça afirma ainda que "quem mentiu foi Flávio Bolsonaro, flagrado pela Polícia Federal pedindo 134 milhões” e “Flávio Bolsonaro, não dá para confiar. O pior dos Bolsonaros”.
Segundo o presidente do TSE, parte do diálogo tem autenticidade e cuja finalidade de obtenção de patrocínio para a produção do filme Dark Horse, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, são reconhecidas pela campanha do PL.
Áudios encontrados pela PF mostram Flávio Bolsonaro tratando de repasses milionários com Daniel Vorcaro. O senador afirma que a verba era para o filme.
"É certo que a edição do trecho impugnado procura aproximar a imagem do requerente do escândalo envolvendo a instituição financeira e produzir percepção eleitoral desfavorável. Essa finalidade, entretanto, é própria da propaganda crítica dirigida a candidato adversário e somente autoriza a intervenção judicial quando fundada em premissa objetivamente falsa ou em manipulação grave do contexto, circunstâncias que não se evidenciam de plano", escreveu Nunes Marques.