O governador do Piauí e candidato à reeleição, Rafael Fonteles (PT), estabeleceu como uma das metas para um eventual segundo mandato reduzir em 50% a taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais no estado. A proposta integra o programa Piauí Alfabetiza e Avança, que prevê ainda a ampliação da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e das ações do Alfabetiza Piauí. 

O Plano de Governo estabelece como prioridade ampliar o alcance do Alfabetiza Piauí para acelerar a redução do analfabetismo, com atenção especial à população acima dos 40 anos. Entre os indicadores previstos para acompanhar os resultados estão o número de vagas ofertadas pelo programa e a taxa de conclusão dos participantes. 

Rafael Fonteles afirma que o enfrentamento ao analfabetismo entre adultos e idosos passa também pelo reconhecimento de um histórico de exclusão educacional. Segundo o governador, durante décadas, parte da população, especialmente moradores das pequenas cidades e da zona rural, não teve acesso adequado à escola.

O Piauí ainda tem um elevado índice de analfabetismo entre adultos e idosos porque, há 30, 40, 50 anos, se negava o direito do cidadão que estava no interior, nas pequenas cidades e na zona rural de sequer pisar numa escola. Quando Wellington Dias assumiu o governo, em 2003, tínhamos cerca de 100 municípios sem sequer o ensino médio. De lá para cá, avançamos muito, afirmou Rafael Fonteles.

Foto: Divulgação/Ascom

O governador afirma que o Alfabetiza Piauí já alfabetizou cerca de 100 mil adultos e idosos durante sua gestão e defende a ampliação da política nos próximos quatro anos. “Queremos alfabetizar 200 mil no próximo mandato”, declarou.

Rafael Fonteles ressaltou ainda o impacto da alfabetização na autonomia e nas oportunidades de quem retorna à sala de aula depois de adulto. “Esse trabalho muda vidas e transforma histórias. São pessoas que voltaram a estudar depois de adultas, ganharam mais autonomia e terão um futuro com muito mais oportunidades. Nunca é tarde para estudar. Continuamos o nosso esforço para alfabetizar cada vez mais e diminuir esse déficit histórico”, destacou.