O candidato ao governo do Estado, Santiago Belizário (UP), cumpriu agenda nesta quarta-feira (23) durante uma ocupação do Movimento Estudantil Correnteza, realizada na Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Teresina.

Na oportunidade, Santiago fez um balanço de sua campanha a 11 dias das eleições, que ocorrem em 4 de outubro.

“A gente conseguiu, de fato, fazer uma campanha que a gente conseguiu fazer um balanço extremamente positivo. Porque a gente sabe que esse processo quase nada tem de democrático. Então, hoje a gente sabia que a gente ia fazer um processo de disputa, onde a gente não recebe fundo partidário, o que a gente recebe de fundo eleitoral para todas as campanhas do partido a nível nacional é 0,06% do fundo eleitoral”, afirmou.

Movimento Correnteza na UFPI - Foto: Amanda Lafayette/MeioNews 

O candidato reforçou que sua campanha esteve centrada em visitas ao interior do Estado, levando as propostas da chapa à população.

Nessas condições, a gente conseguiu construir um processo que atingisse todas as zonas da capital, um processo também de construção da campanha. Na interiorização, então, viajamos para diversos municípios, apresentando a nossa candidatura, as propostas que a gente tem defendido nessa eleição. E para aqueles que acreditam que é impossível a classe trabalhadora se organizar, ter partido e apresentar um programa, nós demonstramos na prática que é possível, sim, mesmo com as condições sendo adversas”, explicou o candidato.

MOVIMENTO CORRENTEZA

O Movimento Correnteza realizou uma ação integrada no Restaurante Universitário da UFPI nesta quarta-feira que integra uma paralisação nacional em todo o país. O grupo pede melhorias nas instituições públicas, assim como a garantia de 10% do PIB para a área da educação.

Movimento Correnteza na UFPI - Foto: Amanda Lafayette 

Sobre a iniciativa, Santiago relembrou que sua trajetória política começou a partir do movimento estudantil.

“A minha vida política se iniciou na universidade porque acho que foi o primeiro espaço que me possibilitou pensar sobre a minha realidade, de entender que a realidade que eu vivia, as contradições que eu tinha, não eram naturais e que, para mim, conseguir ser o primeiro da minha família, não só entrar na universidade, mas a me formar professor, eu teria que lutar muito para garantir política de permanência e estar aqui hoje, nessa universidade, dez anos depois, debatendo sobre uma pauta que é fundamental”, disse.