Candidato ao Senado pelo Mobiliza, Toinho do Frango afirmou, durante sabatina no Jornal da Tarde Piauí, da Rádio Jornal 90.3, do Grupo Meio Norte de Comunicação, que esta é a 12ª vez que participa de uma eleição. Segundo ele, a primeira disputa ocorreu em 2004 e, desde então, esteve presente nas eleições realizadas a cada dois anos.
Toinho também lembrou que esta é a terceira vez que disputa uma vaga ao Senado. Nas eleições de 2006, recebeu 13.035 votos; em 2010, foram 30.752 votos. Agora, ele afirma que espera uma avaliação positiva do eleitorado e estabelece como meta chegar à segunda colocação.
“Chegar em terceiro para mim é mesmo que ser o último nessa corrida. Nesta eleição são duas vagas, então chegar em segundo já serve”, declarou.
ESCOLHA DO MOBILIZA
Questionado sobre a escolha do partido, Toinho afirmou que a limitação financeira é um dos fatores que levam candidatos com menos recursos a buscar legendas menores. “Candidato sem poder aquisitivo tem que optar pelos partidos pequenos. A gente não tem espaço para televisão”, afirmou.
Segundo o candidato, o primeiro convite para integrar o Mobiliza foi feito ao major Paulo Roberto e, posteriormente, ele também recebeu o convite e decidiu ingressar na disputa pela legenda.
DIFICULDADE FINANCEIRA
Ao analisar a própria campanha, Toinho reconheceu que a questão financeira é uma das principais dificuldades enfrentadas. Apesar disso, afirmou que percebe boa aceitação entre os eleitores e espera obter uma votação expressiva. “A gente tem que falar primeiramente da dificuldade financeira, mas a minha aceitação diante do povo está muito boa. Eu espero uma votação excelente”, disse.
ÁGUA COMO PRIORIDADE
Entre as principais propostas apresentadas durante a sabatina, Toinho destacou o abastecimento de água, principalmente para comunidades do interior do Piauí. Ele defendeu estudos sobre o potencial dos recursos hídricos subterrâneos do Estado e a realização de investimentos para garantir água potável à população.
“Eu não admito que uma pessoa lá nos rincões do Piauí esteja passando sede se nós temos um lençol freático. A gente tem que fazer um estudo se a água é potável e fazer um tratamento”, afirmou. O candidato criticou ainda o que classificou como promessas recorrentes em períodos eleitorais relacionadas ao abastecimento de água que, segundo ele, não são efetivamente cumpridas.
EMENDAS E ESPORTE
Toinho também citou as emendas parlamentares impositivas como instrumento para direcionar recursos a áreas consideradas prioritárias. Na proposta apresentada durante a entrevista, ele mencionou a destinação de recursos para a saúde e defendeu que outra parcela seja utilizada em ações esportivas.
O candidato associa o investimento no esporte também ao enfrentamento da violência, especialmente entre crianças e adolescentes. “Os outros 37 milhões eu vejo hoje a situação da violência que a gente vê. O que eu quero fazer, o que eu quero ajudar, é no esporte, lá na base”, declarou.
SEGURANÇA E EDUCAÇÃO
Questionado sobre o avanço da criminalidade e as alternativas para combater a violência, Toinho afirmou que a resposta deve passar por educação e esporte. Para ele, a escola precisa oferecer uma formação efetiva e acompanhar o comportamento e o desempenho dos estudantes. “Investimento na educação, mas que seja bem feita. Não faz de conta”, afirmou.
Na avaliação do candidato, a prática esportiva pode funcionar como uma ferramenta de proteção social para crianças e adolescentes. Ele citou a própria família como exemplo, mencionando netos que praticam atividades como judô, jiu-jitsu e natação.
Durante a sabatina, Toinho também reforçou o discurso de que sua trajetória pessoal o aproxima das dificuldades enfrentadas por famílias de baixa renda e moradores do interior. “Eu quero me servir. Eu quero ser útil para a sociedade”, declarou.
O candidato afirmou conhecer as dificuldades enfrentadas por comunidades do interior e disse que sua experiência de vida influencia diretamente as pautas que pretende defender caso seja eleito. “Eu sou do tempo que Teresina era muito pequena. Eu conheço o que é sofrimento”, afirmou.
Toin disse ainda que, apesar da idade e da longa trajetória eleitoral, não pretende mudar sua estratégia nesta campanha. “Eu acho que eu já sou um camarada sexagenário. Se eu mudar de estratégia agora, talvez eu esteja dando um tiro no pé. Então eu vou continuar com o meu propósito”, concluiu.