A equipe técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não encontrou novas publicações com informações falsas no canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, após denúncia da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). O relatório, elaborado a pedido do presidente da Corte, ministro Nunes Marques, analisou mensagens de 2 a 11 de outubro e alertou para o alcance das publicações, a mobilização coordenada de seguidores e o uso de linguagem polarizadora às vésperas do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Relatório aponta risco de disseminação
Segundo o documento, parte das mensagens de setembro foi apagada a partir de 7 de outubro, dificultando a análise do histórico do canal. Coordenado pelo deputado eleito André Janones (Rede-MG), o grupo reúne mais de 3 milhões de inscritos.
Apesar de não identificar novas publicações falsas no material examinado, a equipe técnica alertou que o volume de encaminhamentos e a mobilização de apoiadores podem ampliar a circulação de conteúdos potencialmente falsos.
Canal volta a funcionar após decisão judicial
No domingo (11), o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu a ordem de Nunes Marques que havia interrompido o canal. A decisão restabeleceu o funcionamento, mas proibiu a divulgação de conteúdos falsos já analisados pelo tribunal. O caso ainda deverá ser discutido pelo plenário do TSE.
Lula (PT) classificou a suspensão como “absurda” e disse que a campanha pediria explicações. Flávio Bolsonaro afirmou ser alvo de um “canal de divulgação de mentiras em massa”.