- Pesquisa aponta que posição "papai e mamãe" favorece prazer feminino por melhorar fluxo sanguíneo no clitóris.
- Posição tradicional permite contato visual, reforçando conexão e facilitando ajustes durante a relação sexual.
- Sexóloga Alessandra Araújo destaca que a posição tradicional é um refúgio de intimidade em um mundo hiperestimulado.
- Fatores emocionais, como contato visual e abraço, ativam sistema parassimpático, facilitando orgasmo feminino.
- Mudanças constantes de posição podem interromper excitação e dificultar atingimento do prazer sexual.
posição sexual altamente excitante para as mulheres |
Foto: Reprodução
Uma pesquisa publicada no Journal of Sexual Medicine e citada pela revista GQ indiana aponta que a posição sexual conhecida como “papai e mamãe”, em que o casal fica frente a frente, pode favorecer o prazer feminino. O estudo analisou diferentes posições e seus efeitos no fluxo sanguíneo do clitóris, um fator associado às condições fisiológicas para o orgasmo. As informações são do 'Blog Daquilo' do Correio Braziliense.
Papai e mamãe: intimidade e estímulo físico
Segundo a pesquisa, a posição tradicional se destaca por favorecer o fluxo sanguíneo na região do clitóris. Além dos aspectos fisiológicos, a configuração permite que o casal mantenha contato visual, perceba as reações um do outro e fortaleça a conexão durante a relação sexual.
A facilidade para ajustar os movimentos e controlar o ritmo também aparece como um diferencial. A possibilidade de combinar penetração com beijos, carícias e outras formas de contato contribui para uma experiência mais integrada, sem exigir mudanças constantes de posição.
A sexóloga e psicóloga Alessandra Araújo considera um mito a ideia de que a posição tradicional seja necessariamente entediante. “Estamos vendo um resgate do que é essencial: a busca por presença. Em um mundo hiperestimulado, o tradicional se torna um refúgio de intimidade”, resume. Ela acrescenta: “A preferência pelo tradicional revela que as mulheres buscam vínculo e segurança. No ‘papai e mamãe’, o corpo está totalmente exposto e próximo. Não é apenas sobre o ato físico; é sobre ser vista e sentir o peso e o calor do outro.”
A especialista também destaca a influência dos fatores emocionais na resposta sexual feminina.
“Enquanto o estímulo físico (vibradores, posições acrobáticas) foca na mecânica, fatores emocionais ativam o sistema parassimpático, permitindo que o corpo relaxe o suficiente para atingir o orgasmo. O contato visual e o abraço durante a penetração inundam o sistema com ocitocina. Isso cria um ciclo de feedback: quanto mais conectada ela se sente, mais o corpo responde fisicamente ao toque”, defende.
Na prática clínica, Alessandra observa que a busca por experimentar muitas posições pode provocar ansiedade de desempenho e interromper a excitação. “Mudar de posição a cada cinco minutos interrompe o fluxo de excitação e impede que a mulher atinja o platô necessário para o orgasmo”, contrapõe. A sexóloga ainda explica que a pressão do osso púbico do parceiro sobre o clitóris pode contribuir para o estímulo da região, reforçando que o prazer está relacionado tanto aos aspectos físicos quanto à conexão entre o casal.