Cortisol, o maior inimigo do desejo sexual
O cortisol, conhecido como o hormônio do estresse, é produzido pelas glândulas suprarrenais e desempenha um papel essencial em diversas funções do organismo, como a regulação da resposta ao estresse, do sistema imunológico, da pressão arterial e também da função sexual.
Estudos indicam que níveis elevados de cortisol podem afetar negativamente a vida sexual. Uma pesquisa publicada em 2009 na revista Sexual Medicine, realizada com mulheres cisgênero, constatou que participantes com maiores níveis do hormônio apresentaram menor desejo, excitação e satisfação sexual, sugerindo uma relação entre o estresse crônico e a redução do desempenho sexual.
Segundo a sexóloga Fanny Gueugnon, o impacto do estresse vai além do aspecto psicológico e provoca alterações biológicas importantes. Ela explica que, quando o estresse se torna crônico, o organismo permanece em estado constante de alerta, reduzindo a disponibilidade física e mental necessária para o desejo sexual. Nesse contexto, a libido não depende apenas da vontade, mas também do equilíbrio do corpo e da mente.