A influenciadora digital Virginia Fonseca estaria sendo investigada pela Polícia Federal (PF) por movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo empresas ligadas ao seu nome. Segundo informações publicadas pelo jornalista André Moura, em coluna no Portal Meio News, a apuração teria sido motivada por dados presentes em Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A investigação busca verificar a legalidade das operações, a origem dos recursos movimentados e a eventual prática de crimes financeiros, fiscais e de lavagem de dinheiro. De acordo com informações repercutidas por André Moura no Portal Meio News, os relatórios do Coaf passaram a receber atenção das autoridades após integrarem documentos analisados durante a Comissão Parlamentar de Inquérito das Bets (CPI das Bets). Embora Virginia tenha sido alvo de pedido de indiciamento durante os trabalhos da comissão, o relatório final acabou rejeitado pelo Senado, impedindo o avanço das medidas propostas. Ainda assim, segundo a reportagem da revista Piauí, os dados financeiros reunidos nos documentos teriam despertado o interesse da Polícia Federal, que passou a examinar as movimentações registradas em empresas ligadas à influenciadora. Uma das empresas analisadas é a Talismã Digital, administrada por Virginia Fonseca e pelo cantor Zé Felipe. Segundo a publicação, a companhia recebeu aproximadamente R$ 22,4 milhões entre março e setembro de 2024. Desse montante, cerca de R$ 17,7 milhões teriam sido enviados pela empresa AMP Pay Marketing e Negócios, por meio de cinco transferências realizadas via Pix. A movimentação chamou a atenção devido ao volume financeiro e ao enquadramento tributário da empresa responsável pelos repasses. A reportagem também cita a WPink, empresa do segmento de suplementos nutricionais vinculada à influenciadora. Segundo os documentos mencionados na publicação, o Mercado Pago comunicou ao Coaf movimentações consideradas atípicas entre janeiro e março de 2025. No período, os créditos da conta teriam somado R$ 44,6 milhões, enquanto os débitos alcançaram R$ 43,5 milhões. Já a marca Wepink também foi mencionada em alertas bancários relacionados a depósitos em espécie realizados em diferentes agências. Segundo a reportagem, a defesa de Virginia Fonseca negou qualquer irregularidade nas movimentações financeiras. O advogado Felipe dos Santos de Paula afirmou que as empresas utilizam mecanismos legais de antecipação de recebíveis de cartão de crédito, prática comum no mercado. Sobre os depósitos em dinheiro, a equipe da influenciadora informou que os valores são provenientes das vendas realizadas nos quiosques da empresa e que todas as operações foram regularmente declaradas aos órgãos competentes. Até o momento, não há registro de denúncia formal ou acusação apresentada contra Virginia Fonseca. A apuração citada pela revista Piauí está em fase de investigação e busca esclarecer a regularidade das movimentações financeiras identificadas nos relatórios.Apuração teve origem em relatórios do Coaf
Empresa ligada à influenciadora recebeu R$ 22,4 milhões
Outras empresas também aparecem na análise
Defesa afirma que operações são legais
Veja por que Virginia Fonseca estaria sendo investigada pela Polícia Federal
Relatórios do Coaf apontaram movimentações financeiras consideradas atípicas em empresas ligadas à influenciadora
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