Aline Campos |
Foto: Globo/ Manoella Mello
Aline Campos, (antiga Riscado) participante do Big Brother Brasil 26, falou sobre violência sexual dentro da casa na terça-feira (13/1), ao relatar para outras confinadas que foi vítima de abuso em dois momentos da vida, ao abordar o tema como forma de conscientizar, explicar o impacto do trauma e mostrar como buscou ajuda para superar a experiência.
Relato no confinamento
Durante a conversa, Aline contou que o primeiro episódio ocorreu após sua bebida ser adulterada com a substância conhecida como “boa noite, Cinderela”. Sem detalhar o segundo caso, a ex-bailarina do Faustão afirmou que as duas situações a marcaram profundamente.
A participante explicou que, por muito tempo, evitou usar o termo “estupro”, apesar de reconhecer que a palavra define exatamente o que viveu. Ao relembrar o episódio, descreveu a sensação provocada pela substância como um estado de consciência intermitente, no qual despertava e voltava a dormir sem conseguir se mover ou reagir.
Segundo Aline, mesmo percebendo o que acontecia ao redor, não tinha forças para se levantar. Ela revelou ainda que a violência aconteceu antes do nascimento de seu filho e que não fez denúncia na época. “Eu era muito nova e não consegui contar para ninguém”, disse, ao lembrar que não falou nem mesmo com a própria mãe.
Aline relatou que passou anos questionando se o abuso realmente havia acontecido e que, em alguns momentos, tentou apagar a experiência. Ela destacou o sentimento de culpa comum entre vítimas de violência sexual, afirmou que temia julgamentos por ter consumido bebida alcoólica e ressaltou que conseguiu tratar o trauma por meio da terapia, defendendo a importância de compartilhar sua história como forma de conscientização e acolhimento.