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Davi Brito e Raquel Brito viram alvo do MPF por divulgação de bets ilegais

Davi Brito e Raquel Brito são acusados de promover cassinos em perfis do Instagram

  • Davi Brito e influenciadoras são investigados por divulgar cassinos ilegais no Instagram.
  • Investigação começou após jornalista revelar prática de contornar proibição de apostas online.
  • Redes sociais usadas para promover plataformas como serviços de adivinhação, evitando detecção.
  • Medida provisória proíbe apostas online, alegando riscos à saúde mental e à economia familiar.
  • Setor acionou STF alegando que medida foi aplicada de forma abrupta e sem respeito a prazos.
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Davi Brito, vencedor do BBB 24, e as influenciadoras Raquel Brito e Bia Miranda são investigados pelo Ministério Público Federal (MPF) por suspeita de promover cassinos e plataformas de apostas ilegais em seus perfis no Instagram. As divulgações teriam ocorrido após uma medida provisória (MP) proibir a atuação de casas de apostas on-line no Brasil.

Davi Brito e as influenciadoras Raquel Brito e Bia Miranda são investigados pelo Ministério Público Federal (MPF). Foto: Reprodução

Segundo a coluna F5, da Folha de S.Paulo, a investigação começou depois que o jornalista Gabriel Perline publicou um vídeo sobre pessoas que estariam contornando a medida para divulgar cassinos ilegalmente.

De acordo com as informações, os influenciadores compartilhavam links nos Stories e em vídeos da rotina, apresentando as plataformas como serviços de adivinhação, e não como casas de apostas. A suspeita é de que a estratégia fosse usada para driblar a proibição.

Bia Miranda divulga cassino online ilegal em suas redes sociais - Reprodução

A decisão de interromper as apostas de quota fixa no país foi tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governo argumenta que os jogos podem causar dependência, endividamento e problemas de saúde mental.

Um dos endereços divulgados por Raquel Brito, inclusive, não estava mais disponível.

No início de setembro, Lula endureceu o discurso contra as bets e prometeu acabar com o setor. A equipe econômica do governo e a Advocacia-Geral da União (AGU) trabalharam na elaboração da medida provisória para reduzir o risco de questionamentos na Justiça.

Apesar disso, representantes do setor acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a medida. As empresas alegam que a interrupção das atividades ocorreu de forma abrupta, gerando insegurança jurídica. Também afirmam ter pago outorgas que permitiam operar no Brasil por cinco anos, prazo que, segundo elas, não foi respeitado com a edição da MP.

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