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Escola de samba leva 70 profissionais do sexo para desfile de Carnaval na Sapucaí

Entre os nomes confirmados estão a influenciadora Andressa Urach e a produtora de conteúdo adulto Elisa Sanches

Cerca de 70 profissionais e ex-profissionais do sexo devem participar do desfile da Unidos do Porto da Pedra no Carnaval 2026, na Marquês de Sapucaí. A escola de São Gonçalo será a sétima a entrar na avenida neste sábado (14) e levará para a passarela do samba o enredo “Das Mais Antigas da Vida, o Doce e Amargo Beijo da Noite”, assinado pelo carnavalesco Mauro Quintaes.

Quem são?

Entre os nomes confirmados estão a influenciadora Andressa Urach e a produtora de conteúdo adulto Elisa Sanches. O desfile também contará com a presença de ex-garotas de programa que se tornaram referências públicas, como Lourdes Barreto, de 83 anos, ativista pelos direitos das trabalhadoras sexuais e reconhecida pela BBC como uma das 100 mulheres mais influentes do mundo, e Raquel Pacheco, conhecida pelo pseudônimo Bruna Surfistinha.

Segundo a escola, a proposta é colocar as profissionais do sexo no centro da narrativa do desfile, abordando a temática sob uma perspectiva social e humana. A ideia é evidenciar trajetórias pessoais e profissionais, destacando que, por trás dos estigmas, existem histórias marcadas por trabalho, responsabilidades e diferentes contextos de vida.

Foto: Divulgação - As profissionais serão homenageadas no enredo da escola

o que elas dizem?

Raquel Pacheco fará sua estreia no Carnaval justamente em um desfile que dialoga com sua própria trajetória, já retratada em livro e adaptação cinematográfica. Agora, ela participa da apresentação na avenida, integrando o elenco que dará vida ao enredo da agremiação.

Ao g1, Andressa Urach afirmou que o samba-enredo não se limita ao tema da prostituição.

 “Esse samba-enredo fala de mulheres que muitas vezes foram julgadas, mas que também têm história, força e dignidade. Eu me vejo nesse enredo, porque ele não fala só de prostituição, fala de sobrevivência, de recomeço e de verdade”, disse.

Elisa Sanches também declarou sentir-se representada pela proposta do desfile. Em entrevista ao mesmo portal, ela afirmou:

 “Já fui chamada de ‘puta’, mas isso não me incomoda, porque é o meu trabalho. A Sanches é diferente da Elisângela. Sou mãe, tenho minha vida pessoal. Faço isso para pagar as contas, inclusive a faculdade da minha filha”. Para ela, a participação no Carnaval simboliza reconhecimento. “O que define alguém é o caráter, não a profissão. Somos mulheres batalhadoras”, completou.

Foto: Divulgação - Algumas das profissionais que vão desfilar

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