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Irmão de Virginia Fonseca se pronuncia após condenação por importunação sexual

Em vídeo publicado nas redes sociais, William Gusmão afirmou que nunca importunou a denunciante e disse que pretende recorrer da decisão da Justiça

  • William Gusmão, irmão de Virginia Fonseca, nega acusações de importunação sexual e diz que nunca tocou na denunciante.
  • Condenado a um ano de reclusão em Goiás, ele afirma que tirou fotos com a jovem e que ela pediu para repetir a imagem.
  • William alega que a denunciante tentou aproximar-se fisicamente e que ele evitou qualquer contato, dizendo que não queria tocar nela.
  • Defesa do acusado informa que pretende recorrer da condenação, afirmando que não houve materialidade delitiva.
  • Denunciante, Lilly Martins, disse que não reagiu por já ter sido vítima de violência e pediu que a namorada gravasse a situação.

William Gusmão, irmão da influenciadora Virginia Fonseca, se pronunciou pela primeira vez após ser condenado por importunação sexual. Em um vídeo publicado nas redes sociais nessa quinta-feira (9), ele negou as acusações, relatou que nunca tocou na denunciante e disse que pretende recorrer da decisão da Justiça.

William foi condenado pela 4ª Turma da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás a um ano de reclusão, em regime inicialmente aberto, por um dos episódios de importunação sexual denunciados por Lilly Martins. O caso aconteceu durante uma festa em Jussara (GO), em 2023.

William Gusmão é irmão de Virginia Fonseca Foto: Reprodução/Instagram 

No vídeo, William afirmou que apenas tirou fotos com a jovem e negou ter cometido qualquer ato de importunação.

“Tem tanta coisa errada! Em primeiro lugar, nunca vai existir uma mão minha na bunda dela, porque eu nunca encostei na bunda dela e nunca fiz isso em toda a minha vida. Mas ela continua dizendo que eu botei a mão na bunda. O que aconteceu? Ela pediu para tirar foto comigo, botei a mão nas costas dela. Ela falou: ‘Essa foto não ficou boa’. Pediu outra foto, tirei outra foto. As minhas mãos nas costas dela. Ela falou: ‘Outra foto’. Tirei três fotos com essa menina”, afirmou.

Segundo ele, após as fotos, a jovem teria retornado acompanhada de outra mulher que estaria gravando a situação e passou a insultar sua família.

“Percebi que a menina era muito maldosa e queria alguma coisa de errado comigo. (…) Ela voltou com uma menina filmando atrás dela e começou a xingar a minha mãe e a minha irmã do nada”, disse.

Versão do acusado

William também alegou que a denunciante tentou se aproximar fisicamente diversas vezes e que ele evitou qualquer contato.

“Ela botou o rosto dela na minha frente, querendo pegar um beijo. Assustei e fugi. (…) Tem um vídeo em que eu estou com os dois braços abertos. Ela queria um contato físico comigo. Eu estava com os dois braços abertos porque não queria tocar nela”, declarou.

Ao comentar o caso, ele disse que estranhou o fato de a jovem não ter procurado os seguranças da festa. “O mais louco da situação é que estava cheio de segurança no local. A pessoa que é importunada sexualmente, a primeira coisa que vai fazer é gritar para o segurança. Ela nunca fez isso. (…) O importunado fui eu”, afirmou.


O que diz a denunciante

Em entrevista ao g1, Lilly Martins afirmou que não reagiu no momento porque já havia sido vítima de violência semelhante no passado e ficou sem reação. Ela também disse que pediu para a namorada gravar a aproximação por afirmar que já teria sido importunada outras vezes por William.

Na época, as imagens divulgadas pelo colunista Leo Dias mostravam William próximo da jovem durante a festa.

Defesa vai recorrer

A defesa de William Gusmão informou que pretende recorrer da condenação. O irmão de Virginia Fonseca foi condenado pela pena mínima de um ano de reclusão por uma das duas acusações de importunação sexual analisadas no processo.

Leia a nota à imprensa dos advogados de William Gusmão:

A defesa técnica de William Pimenta Gusmão vem a público manifestar-se sobre a recente decisão proferida pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. Informamos que a decisão não é definitiva, pois trata-se do julgamento de um recurso dos assistentes de acusação. Embora a defesa respeite o entendimento dos Desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás, manifesta sua veemente discordância com a condenação, uma vez que o réu nega peremptoriamente a prática do fato que lhe é falsamente imputado. O Ministério Público, tanto em primeira instância, por meio do Promotor de Justiça quanto em grau de recurso, por meio do Procurador de Justiça emitiu pareceres favoráveis à absolvição de William Gusmão, constatando a flagrante ausência de provas e de materialidade delitiva. Diante da inocência do acusado e da contradição entre o resultado do julgamento e o entendimento no Ministério Público e da linha de defesa e considerando que a decisão não é definitiva, ainda cabem recursos aos Tribunais Superiores, que serão utilizados dentro das possibilidades legais.


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