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Prato do restaurante de Fogaça é chamado de “comida de gato” e chef reage

O cozinheiro contestou a avaliação, classificou o jornal como “imprensa suja, hipócrita e partidária” e chamou as observações de “ataques gratuitos”

  • Chef Henrique Fogaça criticou avaliação negativa do Sal Gastronomia na Folha de S.Paulo, chamando jornal de "imprensa suja e hipócrita".
  • Jornalista Priscila Pastre avaliou o restaurante com duas estrelas, destacando falhas em pratos como steak tartare e ceviche de caju.
  • Fogaça usou Instagram para atacar a crítica, compartilhando publicação de Danilo Gentili e chamando jornalista de "coitada digna de dó".
  • Érick Jacquin defendeu responsabilidade na crítica gastronômica, questionando comparações ofensivas e sugerindo revisão de avaliações negativas.
  • Folha de S.Paulo explicou que avaliações são anônimas, sem aviso prévio, e consideram fatores como diversidade e relevância dos chefs.
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O chef Henrique Fogaça se manifestou neste sábado (7/11), nas redes sociais, após uma crítica gastronômica publicada pela Folha de S.Paulo avaliar negativamente seu restaurante, o Sal Gastronomia, localizado nos Jardins, em São Paulo. O cozinheiro contestou a avaliação, classificou o jornal como “imprensa suja, hipócrita e partidária” e chamou as observações de “ataques gratuitos”.

POLÊMICA GASTRONÔMICA

A discussão começou na quinta-feira (5/11), quando a jornalista Priscila Pastre publicou uma avaliação do estabelecimento com o título “Sal atrai pela fama de Fogaça, mas decepciona com pratos descuidados”. O restaurante recebeu duas estrelas, classificação considerada regular pelo guia gastronômico do veículo. Entre os apontamentos, a jornalista criticou a execução de diferentes pratos, como o steak tartare, vendido por R$ 125, cuja carne teria apresentado textura inadequada e pouco tempero.

Um dos trechos que mais repercutiram foi a comparação da aparência do steak tartare com uma “latinha de comida de gato”. A avaliação também apontou problemas no ceviche de caju, no nhoque com stinco de cordeiro e no risoto de shimeji. Por outro lado, a panacota de cumaru foi elogiada. A jornalista ainda relatou que o café solicitado durante a refeição não chegou à mesa e questionou a diferença entre a fama de Fogaça, impulsionada pelo MasterChef Brasil, e a experiência oferecida pelo restaurante.

Após a publicação, Fogaça utilizou os Stories do Instagram para rebater a crítica e atacar o posicionamento do jornal. Além de classificar o conteúdo como “lixos”, o chef compartilhou uma publicação do humorista Danilo Gentili, que também criticou a jornalista responsável pela avaliação. Ao republicar a manifestação, Fogaça acrescentou emojis de risada e chamou o apresentador de “gênio”. Gentili, por sua vez, chamou a profissional de “coitada digna de dó” e voltou a questionar o trabalho da imprensa gastronômica.

Outro nome que entrou na discussão foi Érick Jacquin, colega de Fogaça no MasterChef Brasil. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o chef francês reconheceu a importância das críticas para o aprimoramento dos restaurantes, mas questionou a forma como alguns apontamentos foram apresentados. Para ele, a comparação do steak tartare com comida de gato ultrapassou os limites de uma avaliação técnica e se tornou ofensiva.

Jacquin também destacou os investimentos e as dificuldades envolvidos na manutenção de um restaurante, ressaltando que uma avaliação negativa pode afetar não apenas o chef, mas toda a equipe que trabalha no estabelecimento. O cozinheiro defendeu mais responsabilidade na escolha das palavras e sugeriu que os jornalistas deem aos restaurantes uma segunda ou até uma terceira oportunidade antes de publicar avaliações desfavoráveis. Ao final, afirmou que Fogaça merece respeito, assim como qualquer outro profissional.

Diante da repercussão, a Folha de S.Paulo também apresentou esclarecimentos sobre os critérios adotados nas avaliações gastronômicas. Segundo o jornal, as visitas são realizadas de maneira anônima e sem aviso prévio aos estabelecimentos, e os críticos pagam pelas próprias refeições. A publicação explicou ainda que a seleção dos restaurantes considera fatores como diversidade de regiões, faixas de preço e tipos de cozinha, além da relevância dos chefs no cenário gastronômico.

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