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Quem é MC Negão Oficial, preso em operação contra golpes virtuais

Quem é MC Negão Original, funkeiro com 11 milhões de ouvintes, preso em operação contra golpes digitais

  • MC Negão Original foi preso na quinta-feira (25) em São Paulo após fugir há quatro meses.
  • O artista é acusado de ligação com grupo criminoso envolvido em golpes digitais e fraudes.
  • Quadrilha suspeita de clonar chaves Pix e lavar cerca de R$ 100 milhões obtidos ilegalmente.
  • Imóvel em Itaquaquecetuba foi apontado como local com provas da atividade da quadrilha.
  • MC Negão Original tinha mais de 11 milhões de ouvintes mensais no Spotify e era conhecido por luxo e viagens.

O funkeiro João Vitor Ribeiro, conhecido artisticamente como MC Negão Original, foi preso na manhã desta quinta-feira (25) no interior de São Paulo. O cantor estava foragido há cerca de quatro meses após ser alvo da Operação Fim de Fábula, deflagrada pela Polícia Civil contra uma organização suspeita de aplicar golpes digitais em todo o país.

Quem é MC Negão Oficial, preso em operação contra golpes virtuais / Foto - Reprodução

Segundo as investigações, o artista teria ligação com um grupo criminoso envolvido em fraudes como o “golpe do INSS”, o “golpe do falso advogado” e o chamado “golpe da mão fantasma”. A quadrilha também é suspeita de clonar chaves Pix e utilizar plataformas de apostas online e fintechs para movimentar e ocultar os valores obtidos ilegalmente.

Com mais de 11 milhões de ouvintes mensais no Spotify, MC Negão Original se tornou um dos principais nomes do funk paulista nos últimos anos, acumulando sucessos como “Medley de Igaratá”, “Carnívoro” e “Pirocada Quente”. Nas redes sociais, o cantor costuma exibir uma rotina marcada por carros de luxo, joias e viagens.

De acordo com a Polícia Civil, o funkeiro promovia uma plataforma de apostas na qual os usuários não tinham chances reais de lucro e eram incentivados a depositar dinheiro que acabaria alimentando o esquema criminoso. 

Quem é MC Negão Oficial, preso em operação contra golpes virtuais / Foto - Reprodução

Um imóvel em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, onde o cantor morou, também foi apontado como peça importante da investigação. No local, agentes encontraram celulares, notebooks e documentos que podem ajudar a comprovar a atuação da quadrilha, suspeita de lavar cerca de R$ 100 milhões obtidos por meio de fraudes.


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