Nereide Nogueira, a musa de clipe dos Mamonas Assassinas |
Reprodução/Instagram
Trinta anos após o sucesso que marcou os anos 1990, Nereide Nogueira segue sendo lembrada como a icônica “mina” do clipe de Pelados em Santos, hit eternizado pelos Mamonas Assassinas. Hoje, aos 53 anos, ela mantém viva a conexão com aquele momento que mudou sua trajetória.
Se antes ostentava cabelos longos, agora ela exibe fios curtinhos e grisalhos. O vestido vermelho que virou marca registrada deu lugar a outro modelo da mesma cor, usado especialmente em eventos e homenagens ligados ao trabalho que a projetou nacionalmente. O visual mudou, mas o carinho pelo passado permanece intacto.
Nereide guarda lembranças especiais das gravações, que duraram cerca de 14 horas em São Paulo. Em casa, conserva fotos raras dos bastidores, registros ao lado de Dinho e dos demais integrantes e até a piteira utilizada durante o clipe — item que considera símbolo do trabalho mais importante de sua vida.
O grupo teve a carreira interrompida de forma trágica após o acidente aéreo na Serra da Cantareira, em 2 de março de 1996. Desde então, fãs continuam reverenciando a banda e também a musa do clipe, que frequentemente compartilha memórias nas redes sociais.
Em uma publicação ao lado de Rubens Barrichello, ela contou que, se não fosse aquela foto — em que aparece usando o mesmo look da época — talvez nunca tivesse sido escolhida para o vídeo.
Vida longe dos holofotes
Atualmente morando em São Paulo, Nereide é casada, mãe de um filho e atua nos bastidores do meio artístico. Trabalha como produtora e modelo de pele madura, conforme descreve em suas redes. Após o auge da fama, mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar teatro, dividindo sala com nomes como Marcello Antony e Leticia Spiller.
Nos anos 2000, participou de atrações no SBT ao lado de Silvio Santos e trabalhou como assistente de Milton Neves na Band. Em 1996, também fez uma participação na novela O Fim do Mundo, da TV Globo.
Relembrando os bastidores, Nereide destacou a simplicidade dos músicos:
"Eles eram muito simples e engraçados. Não tinham nenhum estrelismo. Foram 14 horas de gravação em São Paulo, e conversamos muito esperando a hora de gravar. Por sorte, eu tinha uma máquina fotográfica e tirei algumas fotos dos bastidores, que nunca ninguém viu", disse Nereide numa live com o Instagram Aquela Infância.
Ela também revelou que, durante as filmagens, houve uma aproximação com o baixista Samuel Reoli, que a convidou para assistir a um show da banda no camarote.
"Samuel deu uma cismada comigo, e eu, confesso, adoro homem com covinhas. Não teve tempo para a gente ter alguma coisa, mas poderíamos ter tido. A gente só não conseguiu bater as agendas na época. Os meninos não paravam", contou ela.










