- Influenciadora paulista Laís Dias defende que interações sexuais online não são traição.
- Autodeclarada digissexual, ela acredita que desejo virtual é parte da fantasia e não de um relacionamento real.
- Laís diferencia consumo de conteúdo adulto de um envolvimento fora da internet.
- Relação virtual foi encerrada após parceiro interpretar mensagens como traição.
- Elas também destacam ausência de cobranças e controle de gastos nas interações virtuais.
Laís Dias |
@laisdiasloira
A influenciadora paulista Laís Dias, de 28 anos, defende que interações de teor sexual pela internet não devem ser consideradas traição. Autodeclarada digissexual, ela afirma que o desejo vivido por meio da tecnologia pertence ao campo da fantasia e não teria o mesmo peso de um envolvimento presencial.
Segundo Laís, pessoas digissexuais encontram prazer por meio de experiências mediadas pela tecnologia. Para ela, manter uma interação virtual com alguém é diferente de ter contato físico.
“Eu me considero digissexual porque acredito que a tela também pode despertar desejo. Ser amante virtual de alguém, por exemplo, é muito diferente de manter contato físico”, afirma.
A influenciadora também diferencia o consumo de conteúdo adulto de um relacionamento fora da internet. Na visão dela, quando a experiência permanece restrita à plataforma, não necessariamente existe um vínculo que ultrapasse o ambiente virtual.
“Ninguém vai ver a gente junto porque eu só fico na plataforma. A fantasia existe naquele espaço e não precisa sair dali”, explica.
Experiência pessoal
Laís conta que já viveu uma situação em que a relação virtual foi interpretada de outra forma pelo parceiro. Ela teve um relacionamento encerrado depois que a pessoa descobriu mensagens de teor sexual em seu celular.
Para a influenciadora, o episódio mostrou que o conceito de traição pode variar dentro de cada relacionamento.
“Para aquela pessoa, as mensagens eram uma traição. Para mim, não tinham o mesmo peso de um envolvimento físico porque tudo permanecia na tela”, relata.
Laís também afirma que outro diferencial das relações virtuais seria a ausência de cobranças e o controle dos gastos. Após fazer um curso de educação financeira, ela passou a chamar os próprios assinantes de “investidores” e levou o termo para as conversas na plataforma.
“Eu não vou cobrar porque você chegou tarde, nem reclamar do seu videogame ou do seu futebol. Você escolhe quanto quer investir porque a amante virtual cabe direitinho no seu bolso. Quando o vídeo acaba, a fantasia também acaba. Por isso, eu não vou acabar com o seu casamento”, conclui.


