- Angelique Robledo, grávida de 18 anos, foi vítima de incêndio criminoso por amiga que fingia gravidez.
- Kassandra Toruga, acusada de tentativa de homicídio, confessou ter provocado o incêndio para roubar o filho de Angelique.
- O caso, considerado um dos crimes mais raros, culminou em condenação por insanidade mental e prisão em instituição psiquiátrica.
- Kassandra foi libertada em 2019, após sete anos de prisão, quando o filho de Angelique tinha entre oito e nove anos.
- O caso tem semelhanças com outro em Texas, onde amiga roubou feto e matou mãe e bebê após fingir gravidez.
Sequestro fetal: mulher conta como escapou de crime raro |
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Um documentário neste ano trouxe à tona um drama vivido por Angelique Robledo. Em 2011, aos 18 anos e grávida do primeiro filho, Angelique conheceu Kassandra Toruga, em Maricopa (Arizona, EUA). Devido a "gestações simultâneas", as duas jovens criaram um vínculo imediato.
"Podemos superar isso juntas", chegou a dizer Angelique à amiga, segundo relato publicado pelo "New York Post" em 2022.
Com o passar do tempo, no entanto, o comportamento de Kassandra tornou-se confuso, levantando suspeitas, especialmente pelo fato de ela alegar estar grávida de seis meses sem exibir o volume abdominal condizente com a etapa da gestação.
A situação atingiu um ponto crítico em fevereiro do mesmo ano, durante uma visita à casa de Angelique. Kassandra, que havia perdido o chá de bebê da amiga, compareceu com presentes, mas agiu de forma incomum. Em um momento do encontro, ela pediu que Angelique se virasse e fechasse os olhos para receber uma surpresa.
"Vou passar por trás de você e jogar os presentes no seu colo, um por um", afirmou Kassandra.
Angelique, sentindo-se incomodada e sob uma "sensação horrível de estar em perigo", decidiu descer para o andar inferior da residência. Ao retornar ao quarto pouco depois, ela encontrou o cômodo em chamas. As autoridades foram acionadas e, durante o atendimento, foi descoberto que Kassandra não estava grávida.
Na bolsa da mulher, a polícia encontrou duas facas de açougueiro, uma tesoura, uma fralda e roupas de bebê. Posteriormente, ela confessou que provocou o incêndio para roubar o filho de Angelique.
"Agora compartilho minha história para mostrar às pessoas como é importante confiar na intuição materna. Se eu não tivesse feito isso, meu precioso filho e eu talvez não estivéssemos vivos hoje", concluiu a sobrevivente do que é considerado "um dos crimes mais raros".
Apesar de enfrentar acusações de tentativa de homicídio, incêndio criminoso e roubo, um tribunal do Arizona decidiu não prosseguir com a acusação de tentativa de homicídio. Em fevereiro de 2012, Kassandra se declarou culpada por motivo de insanidade mental pela tentativa de incêndio criminoso e foi condenada a sete anos e meio em uma instituição psiquiátrica de segurança máxima.
O porta-voz do Ministério Público do Condado de Pinal, Kostas Kalaitzidis, afirmou:
"O Grande Júri analisa tanto as recomendações quanto as acusações que eles acreditam poder ser processadas com sucesso."
Ela foi liberta em agosto de 2019, quando o filho de Angelique, Ryland, tinha entre oito e nove anos.
O desfecho encerrou um dos casos mais perturbadores de tentativa do crime chamado "sequestro fetal" registrados nos EUA, que culminou em um incêndio criminoso e que manteve a agressora sob custódia até sua libertação, em agosto de 2019.
O caso tem fortes semelhanças com o vivido por Reagan Simmons-Hancock, que tinha 21 anos e estava nas últimas semanas de gravidez, no Texas (EUA). Ela foi brutalmente assassinada em casa pela amiga Taylor Parker, que fingiu gravidez e roubou o feto do útero de Reagan. O bebê e a mãe morreram. Taylor foi condenada à morte.