O secretário de Educação do Piauí, Rodrigo Torres, comentou os resultados expressivos obtidos por alunos da rede pública estadual no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a partir das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em cursos de alta concorrência, como medicina, o número de aprovados dobrou em relação ao ano passado, passando de dez para vinte alunos nas quatro universidades.
Em entrevista ao programa Notícias do Dia, da Rádio Jornal, apresentado pela jornalista Cinthia Lages, o gestor destacou que o alto número de aprovações é resultado direto das políticas educacionais implantadas pelo Governo do Estado.
Segundo Torres, os estudantes da rede pública vêm ampliando suas possibilidades tanto no mercado educacional quanto no profissional, reflexo de uma estratégia que alia formação acadêmica, ensino técnico e diálogo com o setor produtivo.
Recorde de aprovações
Os resultados dessa política também se refletem no desempenho dos alunos no Sisu. De acordo com o secretário, a rede estadual alcançou a maior aprovação da sua história, com mais de cinco mil estudantes aprovados apenas na primeira chamada, em instituições como a UFPI, IFPI, Uespi e UFDPAR.
Parte significativa desses estudantes optou por cursos de licenciatura, movimento considerado estratégico para o futuro da educação no estado, especialmente diante de incentivos federais, como o Pé-de-Meia Licenciatura, e da necessidade de ampliar o número de professores qualificados.
Outro ponto ressaltado por Torres foi o desempenho dos alunos da rede pública na ampla concorrência, fora do sistema de cotas. Segundo ele, houve casos de primeiro lugar geral em cursos como matemática, química e física, evidenciando a competitividade dos estudantes piauienses.
"Inclusive, a nossa rede estadual teve muitos alunos que foram aprovados na ampla concorrência, fora das cotas, com casos, inclusive, de primeiro lugar geral em suas áreas."
Secretário de Educação, Rodrigo Torres (Foto: Wellington Vilarinho/ Meio News)
Ensino alinhado ao mercado de trabalho
Um dos pilares dessa estratégia é a adequação da oferta de cursos técnicos às demandas reais do mercado de trabalho no estado. O secretário explicou que, a partir de um levantamento realizado em parceria com a Invest Piauí, foi possível mapear as áreas que mais devem gerar empregos nos próximos anos.
A partir desse diagnóstico, a Secretaria de Educação passou a alinhar a oferta de cursos técnicos às necessidades apresentadas pelas empresas, garantindo que os jovens concluam o ensino médio com mais oportunidades de inserção no mercado de trabalho.
"A partir disso, a gente conseguiu alinhar a nossa oferta de cursos técnicos com a demanda que as empresas apresentaram. Porque, no final das contas, o que a gente quer é que esse menino, ao sair do ensino médio, tenha oportunidade de emprego e renda."
Secretário de Educação, Rodrigo Torres (Foto: Wellington Vilarinho/ Meio News)
Rodrigo Torres destacou que essa política considera as características econômicas de cada região do estado. Em municípios que recebem novos empreendimentos, como parques eólicos ou projetos de mineração, a rede estadual passa a ofertar cursos específicos para essas áreas.
"Você pega uma cidade, por exemplo, que mudou a sua dinâmica, uma cidade de quase 10 mil habitantes, que tem um parque eólico se instalando. Nós identificamos, em diálogo com as empresas, que era importante um curso técnico em energias renováveis. E nós começamos a ofertar a partir de 2026. Tem uma turma lá de curso técnico em energias renováveis."
Além disso, há ampliação de cursos técnicos em áreas como agricultura, logística e mineração, fortalecendo a formação profissional e contribuindo para o aumento da renda da população.
"Nós estamos conectando a oferta de cursos técnicos com a demanda de emprego. Então, esse é o caminho ideal para a gente conseguir também aumentar a renda da nossa população, que é outra missão que o governador nos deu."
O secretário também destacou o avanço em cursos de alta concorrência, como medicina. Em comparação com o ano anterior, o número de aprovados dobrou, passando de dez para vinte estudantes nas quatro universidades.
"Isso está mostrando que os nossos alunos também estão saindo mais bem qualificados e que nós podemos escolher melhor os cursos superiores de acordo com a aptidão deles", disse.