Hildebrando Alves e Dinho |
Foto:Reprodução/Instagram
A morte dos integrantes do Mamonas Assassinas, incluindo o vocalista Dinho, completa 30 anos na nesta segunda-feira (2). Em entrevista recente ao jornal O Globo, Hildebrando Alves, pai de Dinho, compartilhou como lida com a perda do filho e refletiu sobre o legado deixado pelo artista.
Reflexões sobre a perda
Ao falar sobre o luto, Hildebrando comentou que, ao longo dessas três décadas, aprendeu a aceitar a realidade da vida e da morte. "Nesses 30 anos, compreendemos que a vida é assim, vamos todos morrer um dia. Baixar a cabeça não resolve nada. Se eu tivesse certeza que eles, ou mesmo meu filho, voltariam se eu chorasse, estaria chorando até hoje. Mas não volta", disse ele, destacando a importância de seguir em frente e valorizar cada dia.
Ele também enfatizou a crença de que a morte é algo além do controle humano: "É uma coisa que vem de Deus, e contra Deus não há argumentos. É aceitar e agradecer por cada dia de vida", afirmou.
O talento e a inspiração de Dinho
Durante a conversa, Hildebrando também falou sobre o talento do filho, lembrando das influências que marcaram sua carreira. “A inspiração do Dinho sempre foi a fazenda em que olhava o gado; para o mundo animal, eu acho que se baseou nisso”, recordou.
Ele ainda compartilhou uma curiosidade sobre a criação das músicas: "Pelados em Santos foi uma brincadeira dele com um amigo. Já Robocop Gay foi porque ele sempre foi contra a discriminação de gays. Ele dizia para mim: ‘Eles falam porque não têm consciência da vida, gay também é gente’. Por isso colocou essa frase na música", explicou.
Legado e autenticidade
No final da entrevista, Hildebrando falou sobre a autenticidade dos integrantes do Mamonas Assassinas, destacando o legado que Dinho e os outros membros deixaram. "Nesses 30 anos, não apareceu ninguém igual. Ele [Dinho] não programou nada de fazer música para agradar, nem A, nem B. Ele fez uma música pensando nele, e só depois para todo mundo. É um legado que ele deixou", concluiu o pai.