Famosos

Pai de Dinho, vocalista dos Mamonas Assassinas, fala sobre 30 anos da morte do filho

Em entrevista, Hildebrando Alves, pai de Dinho, reflete sobre os 30 anos da morte do filho e o legado dos Mamonas Assassinas

A morte dos integrantes do Mamonas Assassinas, incluindo o vocalista Dinho, completa 30 anos na nesta segunda-feira (2). Em entrevista recente ao jornal O Globo, Hildebrando Alves, pai de Dinho, compartilhou como lida com a perda do filho e refletiu sobre o legado deixado pelo artista.

Reflexões sobre a perda

Ao falar sobre o luto, Hildebrando comentou que, ao longo dessas três décadas, aprendeu a aceitar a realidade da vida e da morte. "Nesses 30 anos, compreendemos que a vida é assim, vamos todos morrer um dia. Baixar a cabeça não resolve nada. Se eu tivesse certeza que eles, ou mesmo meu filho, voltariam se eu chorasse, estaria chorando até hoje. Mas não volta", disse ele, destacando a importância de seguir em frente e valorizar cada dia.

Ele também enfatizou a crença de que a morte é algo além do controle humano: "É uma coisa que vem de Deus, e contra Deus não há argumentos. É aceitar e agradecer por cada dia de vida", afirmou.

O talento e a inspiração de Dinho

Durante a conversa, Hildebrando também falou sobre o talento do filho, lembrando das influências que marcaram sua carreira. “A inspiração do Dinho sempre foi a fazenda em que olhava o gado; para o mundo animal, eu acho que se baseou nisso”, recordou.

Ele ainda compartilhou uma curiosidade sobre a criação das músicas: "Pelados em Santos foi uma brincadeira dele com um amigo. Já Robocop Gay foi porque ele sempre foi contra a discriminação de gays. Ele dizia para mim: ‘Eles falam porque não têm consciência da vida, gay também é gente’. Por isso colocou essa frase na música", explicou.

Legado e autenticidade

No final da entrevista, Hildebrando falou sobre a autenticidade dos integrantes do Mamonas Assassinas, destacando o legado que Dinho e os outros membros deixaram. "Nesses 30 anos, não apareceu ninguém igual. Ele [Dinho] não programou nada de fazer música para agradar, nem A, nem B. Ele fez uma música pensando nele, e só depois para todo mundo. É um legado que ele deixou", concluiu o pai.

Assista aos episódios do Entretêcast, podcast do Entretêmeio