MPF recebe lista com 1.037 perfis de usuários do Twitter acusados de racismo

O caso ganhou repercussão até no exterior.

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Não é só a estudante de direito Mayara Petruso que será investigada por mensagens de ofensas a nordestinos no Twitter. Outros 1.037 perfis de usuários no Twitter foram relacionados numa notícia-crime encaminhada pela ONG SaferNet ao Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo, nesta sexta-feira. Boa parte desses perfis está listada no Tumblr Diga Não à Xenofobia.

As mensagens começaram a ser postadas logo após a eleição de Dilma Rousseff (PT). Mayara Petruso e outros usuários do Twitter "responsabilizaram" o Nordeste pela vitória da petista - apesar dos números que mostraram que Dilma venceria José Serra mesmo sem os votos do Nordeste.

O MPF decidirá se repassa o caso à Polícia Federal ou se o arquivará. A OAB de Pernambuco já havia entrado com uma notícia-crime contra Mayara Petruso, pedindo que ela responda por crimes de racismo e de incitação pública a homicídio - dentre outras mensagens ofensivas, Mayara escreveu "Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado."

A ONG SaferNet recebeu as denúncias no site www.denuncie.org.br. A ONG tem parceria com o Ministério Público Federal em São Paulo e em outros estados para receber denúncias de crimes na internet. O objetivo é acabar com a falsa sensação de que há impunidade para aqueles que cometem crimes como os de racismo na internet.

O caso ganhou repercussão até no exterior.



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