Dengue, zika e chikungunya ao mesmo tempo! Teresina já registra caso

Teresina registra caso de paciente com as três arboviroses ao mesmo tempo comprovados através de exames. Infectologista explica que a conduta no tratamento

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Mosquitos da dengue estão sendo combatidos com ações pela cidade | reprodução internet

As arboviroses são as doenças provocadas pelos arbovírus, que provocam doenças como dengue, zika e chikungunya. De acordo com um estudo publicado na revista Nature Communications, com apenas uma picada, um mosquito Aedes aegypti pode transmitir as três infecções.

A coinfecção, apesar de rara e pouco estudada, seria comum em áreas de surto. E Teresina já pode ser considerada uma área de surto. Além do aumento significativo do número de casos dengue, o Piauí também enfrenta uma epidemia de Chikungunya.

Mosquitos estão sendo combatidos pela cidade -  reprodução internet

Vítimas de coinfecção

A dona de casa Valdeirla Barbosa é uma das vítimas da coinfecção. "Eu tive dengue, zika e chikungunya. A primeira coisa que senti foi o joelho inchado e muitas dores. Os pés também incharam e veio um calafrio. No terceiro dia, fui ao médico. Muita febre, dor de cabeça, nos olhos e em todo o corpo", explica.Os exames clínicos provam a coinfecção.

 "Eu fui fazer os exames. Deu dengue, zika e, com 48 horas, também deu chikungunya. Fui eu e mais uma pessoa que mora com minha mãe. Penso que o mesmo mosquito que me mordeu, também mordeu ela. E eu lhe digo uma coisa: eu já tive Covid, mas isso aqui é muito pior", acrescenta.

A live manager Luna Siqueira conta que também sentiu muitos sintomas das chamadas arboviroses. "Febre, dor de cabeça e inchaço nos tornozelos. Minha febre foi maior que 40 graus de febre. Muito mal estar, dor e frio. O médico não quis fazer exame e disse que os sintomas eram de dengue ou chikungunya, então eles passaram a medicação. Quando voltei, muito pior, foi que ele disse que era chikungunya", conta.

Mosquito é o vetor da doença e deve ser combatido - reprodução internet

Aumento de 1.495% nos casos

Dados da 12ª semana epidemiológica apontam que, entre janeiro e março deste ano, foi registrado um aumento de quase 1.495% no número de novos casos, em relação ao mesmo período de 2021.

Em 2022, já foram registrados 335 casos prováveis da doença. No mesmo período do ano passado, foram apenas 21 casos. A subnotificação também assusta as autoridades.

Para conter o avanço da doença, a Prefeitura Municipal de Teresina espalhou carros-fumacê com inseticidas para combater o mosquito. Além disso, equipes de fiscalização da Superintendência das Ações Administrativas Descentralizadas - Centro (SAAD) notificaram 98 proprietários de terrenos e casas abandonadas em Teresina por foco e risco de proliferação do mosquito da dengue, o Aedes aegypti. 

reprodução internet

Tratamento baseado em sintomas


O médico infectologista Nayro Ferreira explica que os sinais e sintomas da dengue, zika e chikungunya se parecem bastante.

 "As diferenças são sutis. A zika tem um quadro agudo mais leve, mas a chikungunya e a dengue levam a um quadro mais grave. Como são bem semelhantes, clinicamente é difícil essa diferença. A conduta para as três doenças não é muito diferente, exceto quando é um caso de dengue grave. A conduta das viroses é praticamente a mesma", explica.

A chamada dengue hemorrágica é a forma mais grave, severa e potencialmente letal da doença. "Temos quatro tipos de vírus da dengue diferentes, onde um deles tem um processo inflamatório maior. Há uma queda de plaquetas que leva a hemorragias de pele, boca e gengiva, além de abdominal, pulmonar e cerebral", acrescenta o médico.

Médico lembra que sinais e sintomas se parecem bastante - Divulgação

Tratamento específico

O tratamento da doença é para o alívio dos sintomas. Não existe tratamento específico para nenhuma arbovirose. Existem remédios para aliviar a dor e febre. Repouso absoluto e hidratação são essenciais. Além disso, buscar o médico em caso de dor de cabeça que não passa com medicamento, sinais de hemorragia e dor abdominal", aponta o infectologista.

E a melhor forma de prevenir a doença é um clássico: não deixar água parada

"Não tem forma melhor. Não acumular lixo, limpar terrenos baldios. Ao menor sinal de foco, é preciso exterminá-los. Tampar as caixas d'água e manter os cuidados nas residências", finaliza.



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